Veiculo:
FOLHA DE SÃO PAULO (SP)
  Secao:
MERCADO
  Data:
2016-12-23
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
07:21:19
  Tema:
COLUNA - MERCADO ABERTO
  Avaliação:
NEUTRA
  Autor: MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br, FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

MERCADO ABERTO

A Prevcom, fundo de previdência complementar dos servidores de São Paulo, vai procurar incorporar funcionários públicos de outros Estados e também de municípios que se interessem em se tornar participantes.
 
Fundo de pensão de SP quer servidor de outros Estados

Uma lei aprovada na Assembleia Legislativa permite que ela possa contemplar empregados estatutários de outras entidades federativas.

A mudança chega em um momento no qual o mercado pode crescer: a reforma da Previdência no Congresso deve mudar regras do setor público, e o teto das aposentadorias dos funcionários será o mesmo do regime geral.

A PEC prevê também a obrigatoriedade de previdência complementar para os municípios e Estados, mas eles não precisam ter seus próprios fundos.

“Aguardamos o trâmite da reforma, mas parto do pressuposto que a proposta ficará como está”, diz o presidente Carlos Henrique Flory.

A expectativa da Prevcom é conquistar servidores de Estados relativamente pequenos, como Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Outro ente federativo está na mira, diz Flory: a cidade de São Paulo.

“A capital vai ser obrigada a oferecer um plano de previdência complementar. Criar uma estrutura para tocar isso é complicado, e ela poderia vir para a nossa gestão.”

O interesse da entidade é diluir os custos fixos de administração. Em um prazo mais longo, ter um número maior de participantes dará à Prevcom mais robustez para investimentos de risco.

TEMOS VAGAS

Redes de hotéis preveem que o setor pare de piorar em 2017 e esboce uma retomada no segundo semestre, aponta o Fohb (fórum de operadores hoteleiros).

Se a recuperação não ocorrer, algumas cidades ficarão em situação dramática, afirma Orlando de Souza, diretor-executivo da entidade.

“É preciso ter uma retomada, qualquer que seja, para dar fôlego a praças que vão mal, como Manaus, Salvador, Belo Horizonte e, principalmente, Rio de Janeiro.”

No acumulado de janeiro a novembro deste ano, a taxa de ocupação em hotéis foi de 57,5% —6,1% a menos que o observado em 2015.

É possível até que alguns operadores fechem estabelecimentos caso a melhora não venha, diz Souza.

O mercado projeta que os primeiros sinais de uma retomada econômica deverão aparecer em São Paulo.

A cidade se mostra mais resiliente por causa do grande fluxo de turistas a negócios, apesar da queda de 6,5% na ocupação entre janeiro e novembro, em relação a 2015.

VALE MAIS DO QUE PESA

Em tempos de recessão e encolhimento de bolsos, em geral, também nas grifes importadas de luxo cresce a procura por micro lembrancinhas, pelo menos no tamanho. Confira alguns dos itens menos caros de marcas renomadas.

CUSTE O QUE CUSTAR

A Bupa, companhia inglesa de seguro-saúde que acaba de comprar a brasileira Care Plus, planeja trazer ao país novas coberturas voltadas ao público corporativo de alto padrão.

A aquisição, cujo valor não foi revelado, foi firmada na quinta-feira (22).

“Em até três anos, o Brasil deverá ser líder do mercado na América Latina, onde o México, hoje, detém 45% da receita”, afirma Moses Dodo, diretor-geral da Bupa na região.

Em 2017, a operadora deverá se manter direcionada a multinacionais e empresas de serviços.

“Será um ano para entender o mercado. Não dá para criar um plano de maior prazo hoje”, diz Roberto Pinto, fundador da Care Plus que segue no cargo de CEO.

Capital para futuras expansões, porém, não faltará, diz Dodo. “Vamos aportar o que for necessário.”

R$ 700 MILHÕES

é o faturamento da Care Plus

£ 9,8 BILHÕES

(R$ 39,6 bilhões) é a receita global da Bupa

Mais... As vendas globais de diamantes cresceram 3% em 2015, na comparação com o ano anterior, quando subiram 5%. A desvalorização do dólar e a queda do consumo chinês levaram à desaceleração, aponta a Bain & Company.

...diamantes O fim de ano

determinará o desempenho do setor em 2016, segundo a consultoria. No primeiro semestre, a demanda por diamantes brutos cresceu 20%, mas houve queda no consumo no varejo na China e nos EUA.