Veiculo:
FOLHA DE SÃO PAULO (SP)
  Secao:
MERCADO
  Data:
2017-01-19
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
07:36:09
  Tema:
COLUNA - MERCADO ABERTO
  Avaliação:
NEUTRA
  Autor: MARIA CRISTINA FRIAS - cristina.frias1@grupofolha.com.br , FELIPE GUTIERREZ, TAIS HIRATA e IGOR UTSUMI

MERCADO ABERTO

Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, disse nesta quarta-feira (18) à coluna que não houve um aumento de intervenção no câmbio nesta semana, como comentaram analistas.
 
Presidente do BC nega aumento de intervenção no câmbio

Ilan minimizou a decisão do BC de iniciar na terça (17) a rolagem do lote de US$ 6,431 bilhões em contratos de swap cambial tradicional (venda de dólar no mercado futuro).

“O Banco Central apenas resolveu manter os swaps em US$ 26 bilhões, um volume que foi de cerca de US$ 110 bilhões ”, disse. Quando Ilan assumiu, em 9 de junho de 2016, estava em US$ 62 bilhões.

A decisão surpreendeu o mercado porque, desde meados de dezembro, o BC não intervinha no câmbio.

À pergunta sobre a decisão de parar de reduzir os swaps ter sido tomada com o objetivo de se precaver contra uma alta da volatilidade, Ilan respondeu apenas: “Podemos voltar a reduzir daqui a duas semanas, um mês, dois, ou mais. Ou não [diminuir]”.

O presidente do Banco Central apontou o comportamento da inflação como o principal vetor considerado na redução de juros.

“A decisão de cortar 0,75 ponto na Selic se baseou na queda da inflação”, afirmou.

“Em agosto, com a inflação alta, chegou-se a questionar se não havia inércia que a impedia de cair. Quando começou a recuar, passaram a replicar por que o BC não cortou a taxa antes...”, disse ao ser indagado sobre a pressão para que a autoridade monetária acelerasse o ritmo do corte da taxa de juros por causa do baixo nível de atividade. “Como presidente, não comento.”

Presença... Em um encontro fechado de ministros brasileiros com investidores, a maioria estrangeiros, um executivo levantou-se, deu os parabéns, disse que está com muito interesse em alocar mais recursos no Brasil.

... de espírito Henrique Meirelles (Fazenda) arrancou gargalhadas ao pegar o microfone e incentivar: “Se tiver mais alguém com comentários como esse, por favor, não se acanhe.” Ouviu mais dois elogios de executivos de fora.

Queixas contra planos de saúde caem 12,2% em 2016

O número de queixas contra planos de saúde caiu 12,24% em 2016, na comparação com o ano anterior, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde).

A diminuição, porém, não necessariamente retrata uma evolução das operadoras, afirma Enrico De Vettori, sócio da Deloitte.

“O ano de 2015 foi excepcional para o setor, devido aos problemas registrados nas Unimeds Paulistana e Rio, que inflaram o dado.”

A quantidade de reclamações oscilou nos últimos quatro anos, mas a tendência é de alta: no início da década, o volume era um terço do atual.

O aumento da fiscalização é um motivo apontado pela presidente da FenaSaúde (federação das operadoras de planos), Solange Mendes.

“Ainda assim, em um universo de mais de 48 milhões de beneficiários, o número é baixo”, diz. Em 2016, foram registradas 90,2 mil queixas.

A quantidade de registros na agência, porém, poderia ser maior caso menos pessoas recorressem à judicialização, segundo Mendes. “Muitos beneficiários vão diretamente ao judiciário.”

RECEITA NOVA

A rede paranaense de restaurantes Madero lançará uma segunda marca em junho. Serão três lojas da nova operação em 2017.

O investimento nas novas unidades, que terão como prato principal os hambúrgueres e que não vão contar com serviço de mesa, será de R$ 9 milhões.

Ao todo, a empresa prevê aportar R$ 140 milhões neste ano, sendo R$ 40 milhões em obras na fábrica de Ponta Grossa (PR) e o restante em novas lojas, incluindo 40 com a marca Madero.

A maior parte do capital virá da venda de 15% a 20% da empresa. A estimativa é obter R$ 250 milhões com a transação, segundo o fundador Junior Durski.

“Há fundos nacionais e internacionais nas discussões. A partir desta semana, deveremos escolher três para negociar”, afirma.

“Com a venda, vamos zerar nossa dívida (R$ 88 milhões com o fundo HSI) e gerar caixa para a expansão.”

R$ 446 MILHÕES

foi o faturamento em 2016

84

são as lojas da rede

MÉTRICA DO DINHEIRO

A start-up israelense de tecnologia AppsFlyer recebeu um aporte de US$ 56 milhões (R$ 180,3 milhões) em uma rodada liderada pelo fundo Qumra Capital.

Também participaram do investimento Goldman Sachs PCI, Deutsche Telekom Capital Partnerse Pitango Growth.

Um dos focos da empresa, que desenvolve ferramentas para analisar métricas e resultados de publicidade em dispositivos móveis e aplicativos, será aumentar a presença na América Latina em 2017.

A start-up deverá inaugurar uma operação no Brasil, onde já tem clientes, ainda neste ano, diz Daniel Junowicz, diretor-executivo da companhia para a região.

“A penetração [de celulares e tablets] no Brasil se expande muito rápido. Neste ano, o mercado de métricas móveis deverá se tornar pelo menos duas ou três vezes maior”, afirma.

VER NAVIOS

O Porto Central, um projeto de um complexo industrial e portuário no sul do Espírito Santo, recebeu autorização da Antaq (agência de transportes aquaviários) para iniciar a construção.

Agora, é preciso uma licença de instalação do Ibama, que José Maria Novaes, diretor-executivo, espera receber ainda neste ano.

O projeto, que tem como sócios o porto de Roterdã e a holding TPK Logísitca, prevê investimento inicial de cerca de R$ 3,5 bilhões, afirma.

“É um porto de multipropósitos. Nós construiremos a infraestrutura, os canais de acesso, o quebra-mar e os cais e arrendaremos áreas para que operadoras se instalem.” Até agora, foram assinados cinco memorandos de entendimento de terminais de líquido (para petróleo), grãos, gás, carga geral e uma base de apoio offshore.

A expectativa é que a construção comece em 2018, e a operação, em 2021.