Veiculo:
A TRIBUNA (SP)
  Secao:
PORTO & MAR
  Data:
2017-08-22
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
08:34:28
  Tema:
PORTO
  Avaliação:
NEUTRA
  Autor: EAGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Sistema acompanha risco químico

Parceria da Codesp, entidades do setor privado e empresa Suatrans integrou dados que abastecem aplicativo com alerta a funcionários
 
Um sistema capaz de acionar equipes do Porto de Santos em momentos de emergência com produtos químicos, em cinco minutos, e fornecer todo tipo de informação para ajudai' a minimizar os riscos já está em funcionamento no cais.

A ferramenta funciona em um aplicativo instalado nos celulares de funcionários da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Nele estão informações sobre as cargas perigosas no complexo portuário.

Numa situação de emergência, é possível identificar rapidamente qual o produto, além de saber quais os riscos que ele oferece e como proceder para a proteção do local, da população e do meio ambiente.

A criação do sistema foi feita por meio de acordo entre a Docas, as associações da Indústria Química(Abiquim) e de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra) e a empresa Suatrans.

A integração dos dados já ocorreu e funcionava em fase de testes. Ontem, os envolvidos formalizaram a parceria.

Pelo convênio, a Abiquim transferiu OS dados do Manual de Atendimento a Emergência de Produtos Químicos Perigosos para o Banco de Dados de Produtos Perigosos. O texto foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Prevenção de Sinistro (GT-PS) da Comissão Local das Autoridades Anuentes do Porto. O aplicativo foi desenvolvido pela Suatrans.

O deputado federal João Paulo Papa (PSDB), também presente no evento, pretende levar o tema para ser discutido na Subcomissão de Portos e Vias Navegáveis, vinculada à Comissão de Viação e Transportes (CVT). “Vamos realizar uma audiência pública na Câmara e chamar outros portos. O Brasil inteiro precisa parti ripar deste esforço para reforçar a segurança”, afirma ele.

CLIMA QUENTE

O presidente da Codesp, José Alex Oliva, aproveitou para dar um recado aos secretários municipais do Meio Ambiente da Baixada Santista. “Antes mesmo de vocês se preocuparem com essa questão de comitê de crise, já estamos trabalhando nisso. Antes de saírem falando, saibam o que estamos fazendo”, alfinetou Oliva, que ainda convidou os secretários a fazerem parte das reuniões de trabalho. “Eu cansei de apanhar. Isso é um desabafo, pois estava com isso engasgado”.

Na semana passada, após a queda de contêineres do navio Log-in Pantanal, os secretários da região reclamaram de demora para serem informados sobre acidentes portuários.

Além do secretário de Santos, Marcos Libório, estavam presentes os secretários de São Vicente, Vitor Carlos Vitorio do Espírito Santo, e de Guarujá, Sidnei Aranha. Estes últimos, por não terem sido sequer citados, viram falta de consideração e se retiraram. "Temos por dever proteger nossa Cidade e desejamos uma convivência harmônica com o Porto, que vem ao longo da história causando mais ônus que bônus a Guarujá e Vicente de Carvalho. Enfrentamentos e constrangimentos não beneficiarão a nenhuma das partes”, afirma o prefeito de Guarujá, Válter Suman.

A Codesp afirma que os secretários não foram chamados à mesa ou anunciados no evento pois “não houve confirmação de presença nem apresentação ao cerimonial” e lamenta o ocorrido, pedindo desculpas.