Veiculo:
A TRIBUNA (SP)
  Secao:
PORTO & MAR
  Data:
2018-11-09
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
10:41:27
  Tema:
COMPANHIA DOCAS
  Avaliação:
NEUTRA

Oliva é transferido do Rio para São Paulo

A Justiça Federal autorizou a transferência do ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Botelho de Oliva, da Casa de Custódia de Benfica, no Rio de Janeiro, para a Superintendência da Polícia Federal (PF) na Capital.
 
O executivo está detido desde a última quarta-feira, quando foi deflagrada a Operação Tritão, que terminou com a prisão de sete pessoas.

Oliva foi preso temporariamente (por cinco dias) em sua casa, no Rio de Janeiro. A prisão foi prorrogada por igual período. Além dele, foram detidos o ex-diretor de Relações com o Mercado e a Comunidade Cleveland Sampaio Lofrano, Carlos Antônio de Souza, ex-assessor da Docas, Gabriel N ogueira Eufrásio, ex-superintendente jurídico da Autoridade Portuária, e os empresários Mario Jorge Paladino, Joabe Francisco Barbosa e Joelmir Francisco Barbosa.

Na operação, foram identificadas fraudes em pelo menos três contratos de prestação de serviços firmados pela Codesp - o de digitalização de documentos com a empresa MC3 Tecnologia, o de serviços de informática com a firma N20 Tecnologia e, também, o pagamento indevido realizado à empresa Domain Consultores, em forma de aditivo contratual.

Inicialmente, a defesa de Oliva pediu a transferência do executivo para Santos. A alegação dos advogados era de que o ex-presidente da Codesp reside na Cidade. Porém, o pedido foi parcialmente acatado e a Justiça autorizou a transferência do acusado para a Capital.

“De fato, as investigações da operação deflagrada estão sendo conduzidas por agentes de Delegacia Especializada da Polícia Federal com sede em São Paulo, local próximo ao da residência do requerente (Santos), e onde se encontram custodiados os demais custodiados residentes nesta unidade da federação”, diz a decisão.

A Justiça também indeferiu o pedido de revogação da prisão temporária de Oliva, que se encerra hoje, assim como a de todos os detidos no último dia 31.

Procurada, a defesa do ex-presidente da Codesp não respondeu aos questionamentos da Reportagem até o fechamento desta edição.