REVISTA VEJA - EDIÇÃO 2339
ECONOMIA
ECONOMIA VERDE
2013-09-15 12:24:09
GOLPE NA ENERGIA VERDE

Ao vender gasolina subsidiada, o governo quebrou a indústria do etanol, o combustível limpo e 100% nacional

Há cinco anos, nenhum empresário se arrisca a investir dinheiro para construir uma usina de etanol no Brasil. A venda do álcool nas bombas vem caindo, e 41 unidades de produção deixaram de funcionar desde 2008. A crise do combustível verde já levou à demissão de 45000 trabalhadores. À quebradeira nas usinas faria supor que a Petrobras estaria acumulando lucros crescentes, vendendo mais gasolina e diesel. Nada mais errado. Forçada pelo governo a postergar reajustes, a estatal tem amargado prejuízo mensal de 1 bilhão de reais com a comercialização dos combustíveis. Desde 2011, a perda alcança 38 bilhões de reais, ura montante equivalente a um terço dos 120 bilhões de reais obtidos com a venda de ações em 2010. Quanto mais a Petrobras vende, mais ela perde dinheiro. Incapaz de atender ao aumento do consumo, a empresa, aquela mesma que há poucos anos festejava a autossuficiência, precisa importar volumes crescentes de combustíveis e os distribui no mercado interno a um preço subsidiado.
O Brasil sonhou se tornar a Arábia Saudita da energia verde ao ser o primeiro país a utilizar em larga escala um combustível renovável. Depois, com a descoberta das reservas do pré-sal, imaginou ser um grande exportador de petróleo. A política de preços dos combustíveis, entretanto, obteve o mérito duplo (e duvidoso) de ter arruinado as perspectivas de investimentos no etanol ao mesmo tempo em que retardou a exploração do petróleo. Espera-se que o governo autorize, nos próximos dias, uma alta em torno de 5 % para a gasolina e o diesel. A defasagem, contudo, está hoje em 30%. Tamanha alta teria impacto de 1 ponto porcentual na inflação, que subiria para além do teto da meta de 6,5% ao ano. O governo, em vez de controlar a inflação com medidas duras mas perenes, como o aumento mais rápido na taxa de juros e um corte profundo nas despesas públicas, optou pelo atalho canhestro da manipulação de preços. Resultado: quebradeira em série de usinas e queima de recursos que a Petrobras deveria usar na exploração do pré-sal.
"Não precisamos de subsídios. Tudo o que o setor do etanol pede é uma política racional de formação de preços para a gasolina, compatível com o mercado e com a real demanda", afirma Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Úni-ca). Estimativas do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) mostram que o potencial de consumo de etanol seria da ordem de 34 bilhões de litros. O volume é o triplo do que deverá ser vendido em 2013. Ao mesmo tempo, a importação de gasolina nos sete primeiros meses do ano foi de 2,5 bilhões de litros, um aumento de 400% em relação a 2010. Segundo Adriano Pires, diretor do CBIE e um dos maiores especialistas do país no setor de energia, desatar os nós da indústria do etanol e do petróleo exigiria elevação de pelo menos 20% no preço da gasolina e do diesel um índice considerado inviável politicamente. "Políticas de congelamento são sempre fáceis de adotar, porque dependem somente da vontade do governo", afirma Pires. "O difícil é desembarcar de uma política populista como essa."
O Brasil, assim, fica exposto a uma fragilidade que já parecia ter superado. Nos anos 70, o país viu seu milagre econômico ser abreviado pela crise do petróleo. Houve racionamento de combustíveis, e os gastos com as importações arrasaram com a balança comercial. Da crise nasceu o Proálcool, plano que contou com seus anos de glória. A maior parte dos carros feitos no país rodava movida a etanol. Em meados dos anos 80, entretanto, a queda nas cotações do petróleo derrubou o preço da gasolina, e ter carro a álcool se tornou um mico. A ressurreição do etanol veio com a tecnologia flex. Agora, mais uma vez, o combustível verde tem seu futuro posto à deriva. Apenas grandes produtores, que também operam na distribuição, como a Cosan, estão conseguindo lucrar com o etanol. "O prejuízo não é somente dos usineiros", diz Manoel Ortolan, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul. "Perdem as empresas fornecedoras das usinas, os municípios onde elas estão instaladas, os trabalhadores e o meio ambiente." Para mitigar a crise, o governo concedeu benefícios tributários, incentivos incapazes de dar nova vida aos investimentos. "Sem foco a longo prazo, o governo quebra empresas e a própria continuidade da inovação tecnológica", diz Adriano Pires. "A política de controle de preços conseguiu, em um curtíssimo espaço de tempo, destruir dois ícones nacionais: a Petrobras e o etanol."

REVISTA VEJA - EDIÇÃO 2339 - 2013-09-15 - 12:24:09


REVISTA VEJA - EDIÇÃO 2339
BRASIL
FLORESTA AMAZÔNICA
2013-09-15 12:15:56
FESTA NA FLORESTA

O governador de Roraima 6 suspeito de distribuir centenas de títulos fraudulentos de terras. Entre os agraciados, políticos, juízes de tribunais e também sua mulher, em cujo nome está um terreno de 1 milhão de metros quadrados adquirido por 25 000 reais

O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), é um privilegiado. Costuma passar seus fins de semana de verde, numa casa erguida em um terreno de 1,1 milhão de metros quadrados a apenas 30 quilômetros da capital do Estado, Boa Vista. No jardim, ele tem à sua disposição uma enorme piscina que a mulher, Shéridan de Anchieta, mandou fazer na forma da letra J, uma homenagem singela ao marido. Mas, além de privilegiado, Anchieta Júnior é muito bom de negócios. Segundo o recibo de compra e venda da propriedade (em nome de Shéridan), o terrenão saiu pela bagatela de 25 000 reais. E foi comprado de um rapaz de 19 anos que, de acordo com a papelada, se tornou proprietário dele aos 12 anos.
Obviamente, o Ministério Público Federal não acredita em nada disso. E suspeita que o rapaz de 19 anos, filho de um funcionário do Iteraima, órgão fundiário do Estado, seja um "laranja" usado para despistar o fato de que alguém fraudou papéis para se tornar titular de uma terra pública — crime ao qual se dá o nome de grilagem e que nunca foi incomum no Estado, mas que, desde 2009, passou a grassar por lá como cipó na Floresta Amazônica.
Naquele ano, um decreto presidencial repassou ao Estado de Roraima 6 milhões de hectares de terras. O decreto cumpria dessa forma, e com um atraso de mais de vinte anos, o que estava previsto na Constituição de 1988, quando Roraima deixou de ser território federal para virar Estado. Ocorre que, no mesmo instante em que passaram oficialmente ao Estado, esses milhões de hectares viraram alvo de desenfreada grilagem. Acrescentados na conta alguns terrenos vizinhos, o Ministério Público suspeita que grupos de grileiros tenham se apossado de até 8 milhões de hectares de terras em Roraima, o que equivale a pouco menos que o território de Portugal. A se confirmarem esses números, esse será o maior escândalo de grilagem já registrado no Brasil.
O governador José de Anchieta Júnior assumiu o governo de Roraima em dezembro de 2007. Pouco mais de um ano depois, deu-se a transferência das terras da União para o Estado. Em vez de combater as fraudes que se disseminavam em ritmo industrial nos cartórios, a administração de Anchieta passou a fazer vista grossa a elas e a distribuir a alguns poucos agraciados títulos de posse das terras griladas. Segundo denúncias, muitos dos contemplados fazem parte do círculo íntimo, familiar ou estratégico do governador. Nessa última categoria estaria, por exemplo, a mulher de Henrique Machado, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Outra beneficiada foi a mulher do desembargador Gursen de Miranda, presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Miranda é alvo de uma investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por suspeita de ter feito uma série de manobras para beneficiar o governador no julgamento de um processo eleitoral. Na lista de presenteados pela administração de Anchieta Júnior, constam ainda cônjuges de secretários de governo, primos do governador e promotores de Justiça.
Apesar da aparente desenvoltura, Anchieta Júnior é um político recente —está há menos de dez anos na profissão. Sua carreira começou em 2004, quando foi convidado para ser secretário estadual de Infraestrutura. Pequeno empreiteiro, foi casado com uma sobrinha da mulher do então governador do Estado, Ottomar Pinto. Em pouco tempo, mostrou-se um hábil negociador e ganhou a simpatia de prefeitos e outros políticos a ponto de, na convenção para as eleições de 2006, um grupo de 22 deputados estaduais e federais ter ameaçado deixar de apoiar Ottomar Pinto caso Anchieta não fosse o candidato a vice. Pinto, que já tinha definido outro companheiro de chapa, cedeu, mas declarou: "Vocês vão se arrepender". No ano seguinte, Pinto morreu, vítima de um infarto, e José de Anchieta assumiu o governo do Estado. Sem experiência, alinhou-se ao eterno líder do governo no Senado Romero Jucá (PMDB), a quem hoje considera um mentor.
O governador José de Anchieta Júnior nega que tenha cometido irregularidades na concessão de títulos e que tenha regularizado à força de uma canetada o terreno que hoje lhe pertence. A propriedade pela qual ele e sua mulher pagaram 25000 reais está avaliada atualmente em 2 milhões de reais, casa incluída, e não consta da declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral em 2010.

REVISTA VEJA - EDIÇÃO 2339 - 2013-09-15 - 12:15:56


ESTADÃO
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POLUIÇÃO
2013-09-15 11:39:57
Prefeitura diminui fiscalização da Lei Cidade Limpa

Com queda de 90% nas multas na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei Cidade Limpa ficou mais frouxa na capital.

15 de setembro de 2013 | 8h 45

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo percorreu as ruas de São Paulo com a idealizadora da legislação, a arquiteta Regina Monteiro, que detectou várias irregularidades. Já as grandes lojas criaram uma estética anti-Cidade Limpa com base nas brechas do texto legal.

"Está bem mais relaxado", diz Regina, que rodou com a equipe do Estado pelas ruas das zonas oeste e sul e pelo centro da capital. A arquiteta era a responsável pela lei desde que ela passou a vigorar, em 2007. O programa contra a poluição visual que baniu a publicidade virou a principal marca da gestão de Gilberto Kassab (PSD).

De janeiro a agosto deste ano, a Prefeitura aplicou 226 multas. A média por subprefeitura é de menos de uma autuação por mês. No ano passado, no mesmo período, foram 2.265 multas. A Prefeitura alega que as autuações caíram porque as pessoas respeitam mais a lei e que a fiscalização continua sendo feita. No entanto, é fácil encontrar violações pelas ruas.

As principais irregularidades são cometidas por pequenos comércios. Peças móveis, como banners, cavaletes e faixas, passaram a tomar as ruas comerciais do centro e também da periferia. Além disso, sobram lambe-lambes nos postes de todas as regiões percorridas. Em bairros como o Bom Retiro, uma infração comum é a colocação dos letreiros sobre estruturas de plástico ou de madeira. "Nesses casos, o que conta não é o tamanho da letra, mas de toda a estrutura", explica Regina. Algumas dessas peças também chegam a avançar sobre a calçada, o que é proibido.

Circulando por regiões periféricas, o problema são os cavaletes e faixas na frente das lojas. A reportagem encontrou até mesmo o poder público desrespeitando a lei, segundo Regina. Ela viu irregularidade nos anúncios dos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que trafegavam pela zona sul na manhã de quinta-feira. Atualmente, as únicas permissões para publicidade externa são para abrigos de ônibus e relógios de rua. "Na minha época, não tinha essas coisas", afirma.

A EMTU discorda da avaliação de Regina. Em nota, a empresa estadual afirma que "o transporte intermunicipal é regulado por legislação estadual própria". "Portanto, a legislação municipal não se aplica a esse sistema de transporte", explica, em nota. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESTADÃO - 2013-09-15 - 11:39:57


ESTADÃO
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POLUIÇÃO
2013-09-15 11:39:15
Haddad afrouxa fiscalização da Lei Cidade Limpa e lojas fazem ‘gambiarra’

‘Estado’ percorreu ruas das zonas oeste e sul e do centro com idealizadora de principal projeto da gestão anterior e flagrou desrespeito à proibição de anúncios

14 de setembro de 2013 | 20h 17

Com queda de 90% nas multas na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei Cidade Limpa ficou mais frouxa na capital. A reportagem do Estado percorreu as ruas de São Paulo com a idealizadora da legislação, a arquiteta Regina Monteiro, que detectou várias irregularidades. Já as grandes lojas criaram uma estética anti-Cidade Limpa com base nas brechas do texto legal.

"Está bem mais relaxado", diz Regina, que rodou com a equipe do Estado pelas ruas das zonas oeste e sul e pelo centro da capital. A arquiteta era a responsável pela lei desde que ela passou a vigorar, em 2007. O programa contra a poluição visual que baniu a publicidade virou a principal marca da gestão de Gilberto Kassab (PSD).

De janeiro a agosto deste ano, a Prefeitura aplicou 226 multas. A média por subprefeitura é de menos de uma autuação por mês. No ano passado, no mesmo período, foram 2.265 multas. A Prefeitura alega que as autuações caíram porque as pessoas respeitam mais a lei e que a fiscalização continua sendo feita. No entanto, é fácil encontrar violações pelas ruas.

As principais irregularidades são cometidas por pequenos comércios. Peças móveis, como banners, cavaletes e faixas, passaram a tomar as ruas comerciais do centro e também da periferia. Além disso, sobram lambe-lambes nos postes de todas as regiões percorridas.

Em bairros como o Bom Retiro, uma infração comum é a colocação dos letreiros sobre estruturas de plástico ou de madeira. "Nesses casos, o que conta não é o tamanho da letra, mas de toda a estrutura", explica Regina. Algumas dessas peças também chegam a avançar sobre a calçada, o que é proibido.

Na Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, na zona oeste da capital, Regina identificou a tendência de colocar anúncios na entrada das lojas, sem respeitar o limite de um metro do início da fachada.

Circulando por regiões periféricas, o problema são os cavaletes e faixas na frente das lojas. "Na maioria dos açougues, é possível achar esse problema", afirma ela.

A reportagem encontrou até mesmo o poder público desrespeitando a lei, segundo Regina. Ela viu irregularidade nos anúncios dos ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que trafegavam pela zona sul na manhã de quinta-feira. Atualmente, as únicas permissões para publicidade externa são para abrigos de ônibus e relógios de rua. "Na minha época, não tinha essas coisas", afirma.

A EMTU discorda da avaliação de Regina. Em nota, a empresa estadual afirma que "o transporte intermunicipal é regulado por legislação estadual própria". "Portanto, a legislação municipal não se aplica a esse sistema de transporte", explica, em nota.

Gambiarra. As grandes lojas tentam usar a lei a seu favor. Como está previsto que os anúncios podem ser usados a partir de um metro na área interna, a saída encontrada pelos comerciantes foi usar vidros para fazer publicidade nos moldes da época pré-Cidade Limpa.

Na Avenida Paulista, por exemplo, a unidade da loja Marisa colocou um telão, com imagens de modelos de lingerie e os preços das peças da coleção. Na Avenida Vicente Rao, no Brooklin, zona sul, uma unidade da Mapfre Seguros usa a mesma tática. As duas empresas ressaltam que, como os anúncios estão na área interna das lojas, não estão descumprindo a legislação municipal.

"É um golpezinho que eles dão na lei", diz Regina. Segundo ela, como na época da elaboração das regras ninguém imaginava que seriam criados esses artifícios, a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) deveria atualizar as normas.

Cerco. O cargo do gerente da Cidade Limpa, criado por Kassab, não foi reposto. O antigo titular, José Rubens Domingues, tinha autoridade para cobrar subprefeitos a respeito dos resultados da operação. Tudo para manter o principal projeto do então prefeito funcionando.

Em 2012, o cerco aos anúncios atingiu o auge. A violação da legislação resultou até em prisão para quem colocasse lambe-lambe, em operação conjunta com a Polícia Civil.

ESTADÃO - 2013-09-15 - 11:39:15


FOLHA ONLINE
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AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
2013-09-15 11:35:38
Mesmo com mais poços, desabastecimento de água persiste em Ribeirão

Apesar de a quantidade de poços perfurados para captação de água ter dobrado em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) durante o primeiro governo Dárcy Vera (PSD), o desabastecimento persiste na cidade.

14/09/2013 - 05h10

Segundo dados do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), foram 32 novos poços entre 2009 e 2012 ante 15 nos quatro anos anteriores a esse período.

O aumento, de acordo com especialistas, evidencia a falta de planejamento no caso e reforça a necessidade de novas soluções. Não é só furar poço que vai resolver [a falta d´água]. Há muita perda por vazamentos, porque a água é injetada direto na rede em alta pressão, disse o diretor do Daee, Carlos Alencastre.

Ele lembrou ainda que falta consciência da população para o consumo racional.

De acordo com o Daee, Ribeirão tem 110 poços operados pelo Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto). Outros 400 atendem a indústrias, hospitais, condomínios e a USP.

DESPERDÍCIO

Só os poços do Daerp extraem cerca de 14 milhões de litros de água por hora o suficiente para abastecer 1 milhão de pessoas, de acordo com o Daee. Como Ribeirão tem 650 mil habitantes, isso significa que a cidade joga fora água suficiente para 450 mil pessoas.

Um levantamento da ANA (Agência Nacional de Águas) informa que Ribeirão Preto tem demanda de 6,6 milhões de litros de água por hora e que requer um novo manancial de abastecimento público até 2015. No entanto, não há sinais disso.

Como há um vazio de água no subsolo da região central por causa da extração intensiva dos últimos anos, os novos poços estão sendo perfurados cada vez mais nos extremos da cidade, o que aumenta os custos de operação.

Fonte do abastecimento de Ribeirão, o aquífero Guarani tem registrado queda do nível da água em algumas regiões da cidade. Nessas condições, fica inviável a captação por causa do excesso de areia. Bombas são danificadas e o abastecimento, interrompido. Houve rebaixamento do nível [de água] e não houve uma recuperação, disse Adriana Niemeyer Pires Ferreira, especialista em recursos hídricos da ANA.

Para ela, a falta de água na cidade poderia ser menor se o Daerp tivesse um sistema de reserva da água captada.

A direção do Daerp foi procurada desde a semana passada pela Folha, por meio da assessoria de imprensa, para falar sobre o assunto, mas não houve respostas aos pedidos de entrevistas e questionamentos sobre os problemas registrados na cidade.

FOLHA ONLINE - 2013-09-15 - 11:35:38


FOLHA ONLINE
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IBAMA
2013-09-15 11:34:18
ONGs apoiam reserva privada no Vale do Ribeira, mas criticam usina

A ação da Votorantim no rio Juquiá atraiu elogios de ONGS ambientalistas, e uma delas, a Conservação Internacional, está negociando uma parceria no projeto.

15/09/2013 - 01h45

As duas organizações mais atuantes no Vale do Ribeira, porém, criticam a intenção da empresa de construir uma hidrelétrica em Tijuco Alto, a oeste, na divisa com o Paraná.

"Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa", diz Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica. "O fato de eles estarem preservando essa área rica em diversidade é algo que deve ser valorizado e reconhecido. Mas em Tijuco Alto nós já nos posicionamos contra o projeto da usina, em razão do patrimônio cultural das comunidades que vivem lá e do o patrimônio espeleológico."

A existência de uma caverna na região, a Gruta do Rocha, e a presença de terras quilombolas demarcadas rio acima foram parte daquilo que atrasou o processo de licenciamento da usina, que se iniciou em 1989. Após concluir audiências públicas que convenceram moradores da região sobre benefícios do projeto (a contenção de enchentes na região) e de projetar uma obra de bloqueio para evitar inundar a caverna, a empresa aguarda agora uma resposta final do Ibama sobre o licenciamento.

As mudanças de projeto, porém, não persuadiram todos os ambientalistas. "Aquela região tem um solo muito poroso, e ainda temos dúvida sobre se essa proteção é suficiente para não inundar a caverna", diz Nilto Tatto, coordenador do programa Vale do Ribeira no Instituto Socioambiental.

Lideranças quilombolas da região, além disso, questionam a legitimidade das audiências públicas.

Osvaldo dos Santos, representante quilombola no Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) mora no Quilombo de Porto Velho, perto da área de alagamento, e promete protestos caso o Ibama libere a usina. "A gente não abre mão de poder navegar aqui com as canoas", diz. Segundo Santos, o maior temor é o de que Tijuco Alto abra caminho para outras três usinas que o governo planeja conceder no Ribeira.

FOLHA ONLINE - 2013-09-15 - 11:34:18


ESTADÃO
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IBAMA
2013-09-15 11:33:59
Recicla



15.setembro.2013 | 1:01

O Ibama doou à prefeitura de Aveiro, no Pará, 180 caminhões de madeira em tora – árvores centenárias derrubadas ilegalmente. Parte será usada para reformar escolas na zona rural do município.

ESTADÃO - 2013-09-15 - 11:33:59


ESTADÃO
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IBAMA
2013-09-15 11:33:00
Período da desova: Para proteger tartarugas ameaçadas na Amazônia, Ibama e PF fazem operações conjuntas

Está previsto para começar no final do mês de setembro mais um espetáculo natural na Amazônia e também uma preocupação para autoridades ambientais e de segurança.

14.setembro.2013 22:06:29

O cenário, mais precisamente, compreende uma extensão de 150 quilômetros da praia do Rio Branco, entre as cidades de Rorainópolis e Caracaraí, no sul de Roraima. No local, quando o rio baixa, com o início da estiagem na região, forma-se uma exuberante paisagem de tabuleiro, ideal para a desova de espécies de tartarugas. Essa temporada segue até março. Mas a festa da natureza coloca em alerta total profissionais do Ibama e também da Polícia Federal. Se, por um lado, é necessário garantir as condições ideais para a procriação, do outro é necessário fiscalizar grupos de traficantes, conhecidos como tartarugueiros, que conseguem vender, ilegalmente, uma tartaruga por até R$ 500. A carne do animal é considerada exótica e de fácil aceitação na região, vendida inclusive em restaurantes com pratos mais caros. Pela atual legislação, a venda deveria ser limitada e feita apenas por criadouros de animais silvestres regulamentados pelo Ibama.
As espécies ameaçadas na região são a Tartaruga da Amazônia (Podocmenes expansa) e o Tracajá (Podocmenes unifilis). As missões de coibir os ataques e promover o manejo ambiental não são dos mais simples. “Em um aspecto, conforme previsto no Projeto Quelônios da Amazônia, que vem sendo reestruturado, realizamos o manejo ecológico, com a identificação e contagem dos filhotes. Por outro, estamos envolvidos em ações fiscalizadoras”, explica o superintendente do Ibama em Roraima, Diego Bueno. Para essas ações, é preciso que o planejamento operacional seja precisamente detalhado.
Vários desses aspectos são sigilosos a fim de estarem sempre um passo na frente dos criminosos. A área de desova fica a 450 quilômetros de Boa Vista e os profissionais que são os “anjos da guarda” da natureza locomovem-se em barcos conhecidos como voadeiras. O ideal é que tivessem pelo menos um helicóptero à disposição. Apesar de recursos escassos, longe de serem ideais, durante todo o período de desova e de baixa do rio, há agentes na região que ficam acampados próximos à praia. Eles revezam-se ao longo de todo o período de observação.
“É um trabalho bastante difícil, com imensos desafios, já que esses criminosos mostraram-se bastante perigosos e organizados”, afirma o superintendente da Polícia Federal em Roraima, Alexandre Saraiva. Em 2006, morreu um colaborador do Ibama, José Santos, e outras três pessoas ficaram feridas. No ano passado, uma operação conseguiu salvar 400 tartarugas e um total de 15 suspeitos foram presos.
Tartarugueiros e comunidades - As tartarugas são capturadas em armadilhas chamadas de capa-sacos (redes feitas de cordas grossas), retiradas e transportadas até os currais onde sofrem bastante, já que são, segundo o Ibama e a Polícia Federal, submetidos a maus tratos, colocados em cercados temporários uma por cima da outra. Mesmo as tartarugas maiores são viradas de costas para baixo, de forma que não conseguem se desvirar sozinhas. Isso pode causar asfixia e morte de animais. Em uma operação recente, os agentes flagraram essa conduta dos criminosos.
Tanto Ibama como PF garantem que estão trabalhando em parceria e conscientizando comunidades ribeirinhas a denunciarem as atividades ilegais e a não participarem de forma alguma do comércio do animal. Tentam convencer, afinal, que há outras possibilidades de renda e que o solo “assoalhado” de filhotes de tartarugas faz da região um santuário único a ser protegido.

ESTADÃO - 2013-09-15 - 11:33:00


ESTADÃO
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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
2013-09-15 11:29:54
Desmate volta a ameaçar São Félix do Xingu

Município do Pará teme acabar com conquistas recentes

14 de setembro de 2013 | 20h 28

Recordista do desmatamento na Amazônia nos anos 2000, São Félix do Xingu, no sul do Pará, virou o jogo neste começo de década. Um pacto contra o desmatamento reduziu a derrubada de árvores a um décimo do que era há dez anos. Desde 2011, a cidade não é mais a número 1 na "lista negra" de principais desmatadores do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O município, com território quase do tamanho de Santa Catarina, encontra, porém, barreiras para deixar de vez a lista e já põe em risco as conquistas obtidas nos últimos anos.

Após alcançar seu menor índice histórico de desmate em 2011 – 140,1 km2 –, os números voltaram a subir no ano passado, para 169,4 km2, na medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A alta foi confirmada no último relatório do Instituto Imazon, do fim de agosto, mostrando que em julho a cidade figurou pela primeira vez no ano como uma das dez consideradas críticas, com 11 km2 desmatados no mês.

Reduzir o desmatamento a 40 km2 anuais é o critério que falta para tirar São Félix da Lista de Municípios Prioritários da Amazônia, designação dada pelo MMA às 47 cidades que sofrem uma série de embargos por desmatar o bioma. Às margens do Rio Xingu, o território de 84 mil km2 é apontado pelo governo local como principal obstáculo – a distância da prefeitura às terras ao sul do município é de 350 km, com uma reserva indígena no meio. "É injusto que uma cidade como a nossa tenha de cumprir as mesmas metas de municípios minúsculos. Nosso esforço até aqui já é maior do que o de qualquer outro município na Amazônia", diz o prefeito João Cleber (PPS).

No fim de julho, a prefeitura enviou um documento ao governo federal pedindo metas diferenciadas de redução, proporcionais às áreas das cidades – as vizinhas Paragominas (19 mil km2) e Santana do Araguaia (11 mil km2) já deixaram a lista. Segundo a Casa Civil, o documento está em análise no MMA.

Hoje, os principais focos de desmatamento em São Félix estão concentrados na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, onde a gestão é estadual, e em assentamentos do Incra. Por isso, a mudança nas regras é vista com ressalvas por alguns pesquisadores. Eron Martins, do Instituto Imazon, lembra que metade do município é formada por terras indígenas, protegidas.

"Excluindo essas áreas, o município tem um desafio semelhante ao de seus vizinhos. O governo deve manter a regra rígida, pois não é só em São Felix, o desmatamento está aumentando como um todo", afirma Martins. Em junho, o Imazon registrou crescimento de 437% no desmatamento da Amazônia em relação ao ano passado.

O temor é que, após o esforço para reduzir os danos, as ações percam a adesão dos pequenos produtores e o desmatamento volte a crescer.

Recorde. Nenhum município do País desmatou tanto a Amazônia recentemente como São Félix. Há 13 anos, eram 2,5 mil km2 ao ano e, desde então, uma área equivalente à das Ilhas Malvinas (12 mil km2) de florestas foi derrubada para abrir espaço para a pecuária – hoje são 2,1 milhões de cabeças de gado, ou 1% do total nacional. Esse passivo recorde só ganhou repercussão em 2008, com a criação da lista do MMA.

A cidade pagou o preço do desflorestamento descontrolado. As sanções incluíam a redução de linhas de crédito para os produtores rurais e a recusa de grandes frigoríficos, preocupados com possível responsabilização judicial pelos danos. Os pequenos produtores, desmatadores ou não, foram os maiores prejudicados.

Com diversos municípios no topo da lista, o Pará iniciou em 2011 um pacto contra o desmatamento que incluiu municípios, governo federal, iniciativa privada, ONGs e instituições de pesquisa. Com base no exemplo de Paragominas, que em 2010 foi a primeira cidade a deixar a lista por esforços próprios, o Programa Município Verdes foi lançado em 2011 para combater o desmatamento e incentivar o desenvolvimento rural sustentável nas localidades do Pará. Hoje, 97 das 144 cidades paraenses participam da iniciativa.

Em São Félix do Xingu, onde durante 40 anos a ordem foi abrir espaço na mata, os primeiros projetos representaram quase uma mudança cultural. É o caso de Lazir Soares Castro, que veio de Minas na década de 70 para tentar a sorte na região. "Para cada alqueire de floresta que desmatassem, os interessados ganhavam cinco. O governo chegava a recomendar que derrubássemos toda a mata para evitar invasão", lembra o pecuarista, que hoje tem uma fazenda de mais de 500 alqueires.

Castro é dono de uma das mais de 1,6 mil terras do Cadastro Ambiental Rural (CAR), sistema de monitoramento e licenciamento ambiental. Num município onde só 5% dos imóveis estão regularizados, o CAR tem ajudado a manter o desmate controlado em São Félix – na região, é proibido o uso, transporte e comercialização de produtos oriundos de propriedades rurais sem o cadastro.

No fim de agosto, a meta de cadastrar 80% dos imóveis foi atingida. "A pressão pelo desenvolvimento é inevitável. Nosso trabalho é ajudar a reduzir os impactos e buscar alternativas para que as empresas também se sintam responsáveis", diz Ian Thompson, diretor de programas de conservação na América Latina da TNC. Desde 2009, a ONG auxilia projetos de conservação locais e foi uma das principais apoiadoras do cadastramento de terras.

ESTADÃO - 2013-09-15 - 11:29:54


JORNAL DO COMMÉRCIO - PE
ECONOMIA
TRANSGÊNICOS
2013-09-15 11:22:03
Monsanto investe R$ 3,7 bi

TECNOLOGIA Multinacional aplica verba em pesquisa e desenvolvimento de novas sementes transgênicas, bem mais resistentes

SAINT LOUIS e MONMOUTH (EUA) – A companhia americana Monsanto está investindo US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3,7 bilhões) somente em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), por ano, para encontrar sementes resistentes às secas, pragas, doenças, entre outras. Isso é apenas um indicativo que os transgênicos não fazem parte de uma onda que vai passar. Ovalor é quaseametade do que será gasto para instalar a fábrica de automóveis da Fiat em Goiana, empreendimento com o orçamento estimado em R$ 7,2 bilhões. Do total investido em pesquisa, metade é usado na área de melhoramento genético e os outros 50% em biotecnologia. Esses experimentos resultarão em mudanças que prometem aumentar a produtividade na agricultura – o que já está ocorrendo – e trazer novas características aos alimentos, como por exemplo, uma soja que apresente um óleo com características similares ao azeite de oliva, uma cebola que tenha o gosto mais suave etc. Mas afinal o que é uma semente transgênica? É um grão que passa por dois processos. Primeiro, recebe um melhoramento genético, que é o cruzamento de algumas plantas para obter outra melhor. Depois disso, a semente recebe um gene que traz novas características à planta. “A tecnologia da informação e comunicação (TIC) e a biologia estão criando uma nova onda de progresso. A atual tecnologia nos permite analisar gene por gene. Podemos colocar 10, 20 genes numa planta”, diz o cientista-chefe da Monsanto, Robb Fraley, que simplesmente criou a semente transgênica. A polêmica sobre os transgênicos ocorre porque nessas sementes são colocados substâncias que repelem alguns tipos de insetos e outros que afastam o aparecimento de ervas daninhas próximas ao plantio das plantas geneticamente modificadas. Os ambientalistas criticam essas modificações por suspeitarem que elas podem fazer mal à saúde humana. A tecnologia dos transgênico é muito nova. A primeira semente desse tipo foi lançada, no mundo, em 1996. Dois anos depois, chegou ao Brasil. A argumentação dos diretores da empresa é que essas sementes passam por testes rigorosos antes de chegar ao mercado, levando, em média, mais de 10 anos para chegar ao agricultor. “Em 2050, a expectativa é de que o mundo tenha 9 bilhões de pessoas. Aagricultura usa 70% da água para produzir alimentos. Não dá para duplicar a produção nesse ritmo. A solução é aumentar o rendimento na agricultura. A empresa tem um grupo de inovação usando a produção cientifica para aumentar o rendimento na agricultura”, resume o presidente da Monsanto, Brett Begemann, num seminário realizado para 38 jornalistas. A inovação é visível numa visita à sede da Monsanto. A sede da empresa tem laboratórios, estufas, câmaras que simulam diversos ambientes para as plantas se desenvolverem e até uma fábrica que produz equipamentos usados na melhoria genética das sementes. É o caso do equipamento chamado chipper, que usa raios infravermelhos para retirar uma lasquinha minúscula que revele todas as características genéticas de uma semente. A retirada preserva as características genéticas da semente, que pode ser colocada em outras plantas, se os cientistas encontrem genes que tragam as características procuradas. O chipper saiu da cabeça dos cientistas da Monsanto e foi construído dentro da empresa. Para chegar nos genes das sementes que apresentam características especiais, a empresa rastreia, minuciosamente, milhares de sementes de milho. Experimentalmente,aMonsanto formatou um novo de serviço que já está sendo utilizado, experimentalmente, por agricultores americanos. É o Sistema Agrícola Integrado (SAI) que reúne informações do sistema GPS, softwares, incluindo o Field Script, desenvolvido pela empresa de software Precision Plant, comprada pela Monsanto. O SAI reúne informações do GPS, softwares, levantamento sobre a qualidade de solos de pelo menos 80 localidades nos Estados Unidos, além de informações de campo levantadas pelos próprios fazendeiros sobre o tipo de terra encontrada nas suas propriedades. Esse sistema coloca um tablet dentro dos tratores, que indicam a forma até de fazer o plantio. A propriedade é dividida em cores que indicam o grau de produtividade em cada pedacinho de terra. “Geralmente, o fazendeiro planta igual em toda área. Ele deveria colocar mais sementes nas áreas mais produtivas, o que esse sistema faz”, conta o gerente do centro de treinamento de Monmouth da Monsanto, Troy Coziahr. O sistema calcula até o espaçamento preciso que resulta numa maior produtividade. O rendimento global dos agricultores que estão usando o SAI aumentou entre 25% e 30%, segundo vice-presidente de estratégia global da Monsanto, Kerry Preete. O tablet do SAI pode ser acoplado em qualquer trator moderno. O produto deve ser lançado comercialmente nos Estados Unidos em 2014 , mas a Monsanto ainda não definiu o preço que será cobrado pelo serviço.

Máquina de alta precisão, o chipper tira apenas um pedacinho do grão

JORNAL DO COMMÉRCIO - PE - 2013-09-15 - 11:22:03


O TEMPO
O.PINIÃO
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
2013-09-15 11:19:06
Os cientistas e o alarme climático

Neste mês, o mundo receberá um novo relatório de um grupo de especialistas da ONU a respeito da ciência da mudança climática.

Em breve, os cientistas vão se reunir em Estocolmo para dar os retoques finais no documento e, nos bastidores, duas grandes brigas estão fermentando. No primeiro caso, temos uma boa parte da comunidade científica dizendo que, se a sociedade humana continuar queimando combustíveis fósseis com despreocupação, um considerável lençol de gelo poderia derreter e o mar chegaria a subir 90 centímetros até o ano 2100. Já uma ciência discrepante sustenta que o problema poderia ser bem pior do que esse, com o crescimento máximo passando de 1,5 metro. Os responsáveis pelo esboço do relatório optaram pelos números mais baixos, preferindo tratar os outros como pouco verossímeis. No segundo caso, temos a comunidade científica assegurando que, se a quantidade de dióxido de carbono da atmosfera duplicar, o que pode muito bem acontecer, o aumento no longo prazo na temperatura da Terra será de pelo menos seis graus Celsius, mas mais provavelmente acima dos nove graus. Já para a ciência discrepante, a elevação poderia vir bem abaixo dos cinco graus. Nesse caso, os redatores do relatório reduziram a extremidade inferior em um intervalo de temperaturas para o quanto a Terra poderia se aquecer, tratando a ciência discrepante como verossímil. Os céticos da mudança climática costumam desacreditar esses estudos periódicos das Nações Unidas, alegando que o grupo de especialistas que os redige costuma alargar as fronteiras dos fatos científicos para tornar o problema o mais terrível possível. Assim, é interessante ver que, nesses dois casos importantes, o grupo parece estar se inclinando ao conservadorismo científico. É correto jogar fora ciência de vanguarda absoluta no primeiro caso enquanto esta é mantida no segundo caso? É difícil julgar esse fato se você não for um climatologista profissional. Afinal, lhes pagamos por seu conhecimento, da mesma forma que pagamos para médicos nos orientarem quando somos diagnosticados com câncer. E estamos falando de duas questões distintas aqui, cada qual com seu próprio corpo de pesquisa especializado. O grupo responsável pelas decisões é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla inglesa), comitê de âmbito mundial com várias centenas de cientistas versados no complexo campo da climatologia. O IPCC ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2007, junto com Al Gore, por ajudar a alertar o público dos riscos corridos com a combustão incontrolada de combustíveis fósseis. As decisões do grupo somente serão finais quando o documento oficial for divulgado em 27 de setembro. Nós as conhecemos somente porque um esboço secreto foi vazado antes da sessão de edição final acontecer em Estocolmo. Cientistas de alguns países fizeram objeções às decisões preliminares quanto ao nível do mar e à temperatura, e eles podem muito bem mudar o relatório final. Talvez devessem; climatologistas que não integram o comitê neste ano pensam dessa forma. O temor é de que o IPCC possa estar se contendo. Acontece que o prêmio Nobel, por mais bem-vindo que tenha sido em 2007, exerceu a mesma função que no caso de muitos outros cientistas premiados ao longo dos anos: pintou um grande alvo nas costas do comitê. O grupo tem sido atacado nos últimos anos pelos céticos do clima. As táticas de intimidação incluíram palavras rudes em blogs, comparações ao Unabomber, invasões de e-mail e até mesmo uma ou outra ameaça de morte. Quem poderia culpar o IPCC se ele terminar vagando pelo lado do conservadorismo científico? Contudo, a maioria dos cidadãos deseja outra coisa do grupo: uma análise sem retoques dos riscos que correm. Sendo claro, mesmo que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas termine com números baixos nesses dois casos, esses já são inquietantes até dizer chega. Pelo que os melhores cientistas podem dizer, a questão com o nível do mar não é se ele vai subir 90 centímetros e depois chegar a 1,5 metro, mas se isso acontecerá neste século ou no próximo. De forma similar, com a temperatura, o IPCC está dizendo somente que os números menores são possíveis, não que são prováveis. Na verdade, o sistema de referência usado na literatura científica, o efeito na temperatura do dióxido de carbono duplicado, é apenasuma forma conveniente de comparar estudos. Muitas pessoas cometem o engano de pensar que o importante é quanto do aumento da temperatura global vai acontecer. No ritmo atual, não existe motivo para pensar que vamos parar de queimar combustíveis fósseis quando o dióxido de carbono duplicar. Poderíamos estar a caminho de triplicar ou quadruplicar a quantidade desse gás aprisionador de calor na atmosfera. Nesse caso, acreditam os especialistas, até mesmo uma Terra que seja um tanto insensível ao dióxido de carbono sofrerá mudanças drásticas. Obviamente, as estimativas elevadas são mais assustadoras. Assim, seria legal ouvir uma explicação dos redatores do futuro relatório sobre por que tomaram decisões que atuam na possibilidade menor. Porém, com o relatório ainda oficialmente em segredo, eles não falam publicamente. Dessa forma, somos deixados nos perguntando se se trata de uma questão de puro julgamento profissional – ou se foram intimidados pelos ataques dos últimos anos. Supondo que tais decisões resistam à revisão final, será fascinante ouvir as explicações detalhadas em Estocolmo.

A questão com o nível do mar não é se ele vai subir 90 cm e depois chegar a 1,5 m, mas se isso vai acontecer neste ou no próximo século

Justin Gillis / Jornalista

O TEMPO - 2013-09-15 - 11:19:06


O DIA
VIDA & MEIO AMBIENTE
MEIO AMBIENTE
2013-09-15 11:16:27
BOAS AÇÕES EM DIA

Pelo 8ºano,a Petrobras vai integrar o Dow Jones Sustainability Index World,com nota máxima nos critérios Transparência (7ª vez) e Liberações ao Meio Ambiente. “Transparência é um valor muito forte para a Petrobras.

Quando vemos o mais importante índice mundial de sustentabilidade reconhecer a empresa, temos certeza de que estamos no caminho certo de crescimento com sustentabilidade”, avaliou a presidente, Maria das Graças Silva Foster. Também houve destaque em áreas como Políticas e Sistemas de Gestão Ambiental.

Vão até amanhã inscrições para o Certificado Empresa Cidadã, do Conselho de Contabilidade do Estado do Rio, que reconhece boas práticas de responsabilidade social e ambiental. Acesse: http://www.crc.org.br.


O DIA - 2013-09-15 - 11:16:27


JORNAL DE BRASÍLIA
POLÍTICA & PODER
IZABELLA TEIXEIRA
2013-09-15 11:13:58
Prêmio da ministra



A titular do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, embarca para Nova York onde recebe, dia 18, o Prêmio Campeões da Terra 2013, principal homenagem na área ambiental.

Leandro Mazzini Com Equipes DF e SP - contato@colunaesplanada.com.br

JORNAL DE BRASÍLIA - 2013-09-15 - 11:13:58


O DIA
VIDA & MEIO AMBIENTE
RECICLAGEM
2013-09-15 11:12:08
URCA TEM HOJE COMPETIÇÃO COM PRANCHAS FEITAS DE PET

Para marcar o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, comemorado hoje, a Urca será cenário de um evento inusitado, a partirdas10h: uma competição de stand-up paddle (surfe a remo), em que as pranchas são feitas artesanalmente com garrafas PET.

O vencedor vai ganhar uma bicicleta confeccionada com o mesmo material. Para participar, basta se inscrever no local. Após a competição, promovida pela Coca-Coca Brasil, haverá a tradicional coleta de lixo na areia, feita por voluntários,e uma aula de educação ambiental do professor e mergulhador Edmar Bastos. Pelo mundo, 125 países mobilizam 40 milhões de pessoas no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, coordenado desde 1986 pela ONG americana The Ocean Conservancy. No Brasil, este ano, a data deverá contar com 30 mil voluntários, o dobro de 2012,quando foram recolhidas 30 toneladas de lixo em20 estados brasileiros. No município do Rio, postos de coleta estão hoje nas praias da Urca e Barra da Tijuca. Para a ação de classificação, pesagem e seleção entre recicláveis e não-recicláveis,o público receberá sacolas, luvas descartáveis e camisas em tecido feito com PET reciclado. Além disso, na praia da Barra,folhetos educativos serão distribuídos para chamar atenção da população para a importância da limpeza de praias, rios, lagos e lagoas. No Estado do Rio, haverá postos em Quissamã, Araruama, Arraial do Cabo, Barra de São João,Búzios,Cabo Frio, Itaguaí, Cabo Frio, Maricá e Saquarema. A Coca-Cola Brasil e seus fabricantes participam destes eventos desde 1994 em várias cidades brasileiras.

PRANCHA ECOLÓGICA

A competição na Praia da Urca terá cinco baterias com tempo cronometrado. O vencedor de cada uma ganha uma prancha de PET e o melhor tempo entre as baterias leva a bicicleta. O surfista gaúcho Jairo Lumertz é o ‘inventor’ das pranchas de PET,do projeto Prancha Ecológica, que tem como meta promover o esporte e consciência ambiental entre crianças e adolescentes. A prancha ecológica, além de ser sustentável, possibilita o acesso de pessoas de baixa renda ao esporte. O educador Edmar Bastos, na aula, vai mostrar organismos que habitam o mar, entre eles os que colonizam lixo, como pneus, nadadeiras, âncoras, e até estátuas e furadeiras. “A idéia é mostrar a responsabilidade de não lançar lixo no ambiente”, explica Bastos.

O DIA - 2013-09-15 - 11:12:08


O POVO
OPINIÃO
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
2013-09-15 11:07:42
Secretária Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente

O ato de destinar lixo de forma inadequada constitui crime ambiental.

ÁGUEDA MUNIZ

Contudo, facilmente se percebe, especialmente nas áreas mais adensadas, resíduos provenientes das várias atividades que ali são desenvolvidas. Ocorre que o acúmulo de resíduos no meio urbano traz uma série de problemas urbano-ambientais. Muitos acreditam que, por meio da educação ambiental, atos como este podem ser combatidos. No entanto, a experiência brasileira demonstra que os resultados esperados não são alcançados somente com educação. Portanto, faz-se necessária a aplicação de multa para quem comete este tipo de infração. O município do Rio de Janeiro, ao aplicar regulamentação para quem comete esta falta, multando o infrator em até mais de R$ 3.000, abre espaço para que as demais cidades brasileiras possam também fazer o mesmo. Mas, para isto, as cidades devem possuir aparelhamento. Além disto, é válido ressaltar que cuidar do espaço público é dever compartilhado do poder público e de todo cidadão.

O POVO - 2013-09-15 - 11:07:42


JORNAL DO COMMÉRCIO - PE
ARRECIFES
CONSUMO CONSCIENTE
2013-09-15 11:07:29
Consumir bem é viver bem

Mais que um cuidado em não degradar o planeta, o consumo consciente se relaciona a uma nova forma de comprar, em que o excesso não tem vez

Quando a economista Ana Cláudia Coutinho, 46 anos, vai ao supermercado, costuma demorar mais que o habitual. A escolha pelos produtos que coloca no carrinho é bastante criteriosa. “Gosto de ler os rótulos do que compro. Procuro aqueles que tenham algum selo sustentável, cuja fabricação teve o apelo ecológico ou se a empresa investe em alguma ação social”, afirma. Sua opção é sempre por mais qualidade de vida. “Em relação aos alimentos, busco por produtos orgânicos. No quesito higiene pessoal, escolho, por exemplo, aqueles sabonetes naturais. O consumo consciente não está relacionado apenas à não degradação da natureza, mas sim a um novo jeito de comprar. Consumir bem é viver bem”, opina Ana Cláudia. Sua postura, no entanto, não fica restrita apenas ao supermercado. Para a economista, conhecer a proposta da empresa, cujos produtos consome, é essencial para escolhas mais acertadas. “Apesar de ler os rótulos, sei que há muita imagem mascarada por trás de uma embalagem bonita com selo verde. Sei que existe muito marketing que se aproveita desse novo valor de mercado”, lembra. Para driblar a propaganda enganosa, procura fazer um mapeamento do processo produtivo da empresa, examina a cadeia de produção, observa se há alguma ação de responsabilidade social ou se a marca busca minimizar os problemas de determinada comunidade. “Há um site que sempre consulto, ele informa quais as marcas de cosméticos utilizam testes em animais (www.peta.org). Tudo agrega e se complementa”, acrescenta a militante da causa ambiental. Para consumir de forma consciente, a jornalista Nathália Pereira, 24, diz também não precisar de muito esforço. “Não é necessário fazer nada elaborado ou que custe muito ao meu dia a dia. Se cada um fizer a sua parte, é possível uma relação consumista mais equilibrada”, defende. A reflexão antes da compra tem sido um de seus principais posicionamentos. “Será que eu preciso mesmo daquilo que estou querendo? Ou quero comprar apenas para satisfazer minha necessidade de consumo? Quando é algo de que realmente necessito, olho os rótulos, opto por produtos orgânicos e ecológicos porque comprando menos produtos industrializados, reduzo a quantidade de lixo produzido”, afirma. Nathália também não abre mão da reciclagem de lixo e da troca de roupas entre as amigas e familiares em prol de hábitos mais sustentáveis. Se Ana Cláudia pudesse, aliás, apenas compraria produtos que não fossem nocivos ao meio ambiente e às pessoas. E se queixa. “Acredito que é um movimento que já começou, mas ainda precisa engatar de verdade. As pessoas estão percebendo, as marcas estão sentindo a necessidade, mas nem sempre encontro selo sustentável para alguns produtos que preciso. E, quando acho, alguns são muito caros”. O design diferenciado e o bom gosto dos itens são pontos que podem compensar o preço alto e ainda atrair as pessoas que não estão sensíveis à causa sustentável. Para iniciar seus amigos nessa prática, a economista costuma ofertar presentes que tragam embutidos o seu valor ecológico. É mais uma ação. “Acho interessante os produtos fabricados com material reciclável, de garrafas PET, por exemplo. Tenho acessórios que compro para mim e para presentear os queridos. Quando sei que uma confecção é feita de tecido orgânico, aposto nela. Essas são práticas que fazem a diferença”, orgulha-se (R.V.).
JORNAL DO COMMÉRCIO - PE - 2013-09-15 - 11:07:29


JORNAL DO COMMÉRCIO - PE
ARRECIFES
MEIO AMBIENTE
2013-09-15 11:06:26
Eles são pela sustentabilidade

Cada vez mais gente pauta as compras do dia a dia a partir de preocupações com descarte de lixo, reaproveitamento, trabalho escravo e desmatamento. É o consumo colaborativo

Se todo ato de consumo resulta, impreterivelmente, em certo dano ambiental ou social, minimizar os seus efeitos pode ser um bom começo a fim de equilibrar as relações de aquisição e descarte. A tal chamada sustentabilidade ou consumo sustentável. As práticas podem ser as mais diversas possíveis, sendo todas elas complementares. Vão desde o reaproveitamento de recipientes de plástico em novas utilizações caseiras ou industriais até a opção por produtos cuja fabricação não envolva trabalho escravo, desmatamento, teste em animais e erosão do solo. São soluções simples que, por hábito, chegam ao que os especialistas têm chamado de consumo colaborativo. Quando a chef de cozinha Juliana Andrade, 34 anos, precisa de roupas, por exemplo, faz o troca-troca com as amigas. Também evita o consumo de comidas industrializadas, usa móveis de gesso acartonado em casa e optou pelas fraldas de tecido na época em que teve filho. “Cresci com o conceito de sustentabilidade impregnado em minha vida. Não era moda, era necessidade. Filha de funcionário público, de tempos em tempos mudava para cidades muito pequenas, que não tinham nada, às vezes nem colégio, nem água”, explica. Hoje, em casa, Juliana prioriza produtos com refis ou os que apresentam embalagens mais simples, que não trazem valor agregado ao que será descarte. No restaurante que está montando, o Yellow Gastropub, o consumo consciente já vem antes mesmo da inauguração do espaço. “Procurava, em sites e ferros-velhos, materiais que não serviam a outros para usar na construção do meu restaurante. Grades de demolição ornamentadas, que iriam para o lixo, por exemplo, virarão mesas com tampos de vidro”, conta. As estantes serão feitas de pedaços de grade que abrigarão vasinhos de erva para perfumar e ornamentar o lugar. “As telhas também foram recicladas de uma casa demolida”, orgulha-se. Outra ação colaborativa a ser realizada pela chef em seu restaurante será a não venda de água mineral. “Preocupo-me com a quantidade de garrafas de água mineral jogadas no lixo no final do expediente de um restaurante. Então, uma de nossas propostas será oferecer água purificada em uma jarra, eliminando, assim, esse tipo de resíduo”.
JORNAL DO COMMÉRCIO - PE - 2013-09-15 - 11:06:26


O DIA
VIDA & MEIO AMBIENTE
MATA ATLÂNTICA
2013-09-15 11:04:39
‘UPPs ecológicas’ combatem crimes ambientais no Rio

Em meio à Mata Atlântica, as oito unidades de policiamento atuam contra caça predatória,queimadas e até tráfico de drogas

Um modelo inédito no Brasil de ‘policiamento ecológico’ está rendendo frutos, pouco mais de um a nós após ser implantado. São as Unidades de Proteção Ambiental (Upams) da Polícia Militar, que contam com oito bases em áreas de Mata Atlântica no Estado do Rio. Levantamento da Secretaria de Estado do Ambiente, que coordena o projeto, mostra que a produtividade dos policiais tem subido: no primeiro semestre de 2013, registraram 642 ocorrências, contra 630 em todo o ano passado. Os crimes mais comuns na floresta são caça predatória, queimadas,construções irregulares, tráfico de drogas e apreensão de armas. Segundo a Coordenadoria de Combate a Crimes Ambientais da secretaria, houve este ano 1.157 ações, com367 pessoas presas. De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, as Upams foram vistas com desconfiança pela população quando anunciadas. Para vencer a resistência, foi preciso mudar o método de trabalho até então empregado pelo antigo Batalhão de Polícia Florestal. “Os PMs iam à área de conservação, quando eram chamados para alguma ocorrência.Hoje, os policiais já estão dentro dos parques, reconhecendo os problemas e ganhando a confiança das pessoas”, explicou o gestor da Cicca, José Maurício Padrone. Devido à mudança de perfil, o secretário Minc apelidou as bases de policiamento de‘UPPs florestais’, em referência às unidades instaladas nas favelas cariocas. “O resultado é bom, mas é claro que sempre pode ser melhor”, avalia Minc, reconhecendo que a gratificação oferecida aos policiais militares impulsiona a produtividade. “O cara fica motivado”, completa, ressaltando queum dos grandes desafios na capacitação destes PMs é a diversificação das ocorrências, já que cada área tem necessidades específicas.

MAIS TRÊS UNIDADES À VISTA

Mais três Upams (Pedra Selada, Cunhambebe e Mendanha) estão previstas para o início de 2014.A da Serrada Tiririca, entre Niterói e Maricá, inaugurada em agosto, é a mais recente. Na região, os maiores desafios são a ocupação irregular e as pistas ilegais. “Vamos proibir a passagem de carros e motos na Estrada do Vai e Vem, no Engenho do Mato, e na trilha da Rua Itália”,promete Padrone.

PRODUTIVIDADE

642
Número de ocorrências das Upams nos primeiros seis meses deste ano.O total de 2012 foi de 630 casos

1.157
Fiscalizações feitas no primeiro semestre.Pouco mais de 500 não geraram registros de ocorrência

O DIA - 2013-09-15 - 11:04:39


JORNAL DO COMMÉRCIO - PE
ECONOMIA
ENERGIA LIMPA
2013-09-15 11:00:19
Setor elétrico pode ter crédito mais fácil

A chefe do departamento de Energia Elétrica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marcia Leal, revelou que o banco estuda melhorar as condições de financiamento para os projetos de transmissão.

“Isso ainda não foi decidido. Se houver alguma mudança, iremos anunciar antes do próximo leilão”, disse a executiva. A próxima licitação de transmissão está marcada para novembro deste ano. A possível alteração nas condições de financiamento para transmissão faz parte de uma estratégia do banco de revisar as suas políticas para o setor elétrico. No fim de agosto passado, o BNDES alterou as condições para o segmento de geração, elevando os prazos de amortização (entre 16 anos e 20 anos), fixando a remuneração básica do banco em 0,9% para todas as fontes e reduzindo o índice de cobertura do serviço da dívida de 1,3 vez para 1,2 vez. O setor de transmissão conta com prazo de amortização de 14 anos, uma participação dos itens financiáveis de 70%, TJLP e índice de cobertura do serviço da dívida de 1,3 vez. “Estamos sempre ouvindo os agentes do setor. Do mesmo modo que alteramos as condições de geração para este último leilão (A-5 de agosto), faremos um alinhamento da mesma natureza para transmissão”, afirmou, sem detalhar quais serão essas mudanças. Marcia Leal revelou também que existe a possibilidade de o banco elevar o prazo de amortização dos financiamentos para os projetos eólicos dos atuais 16 anos para 20 anos, para acompanhar as demais fontes renováveis, como a solar. “Possivelmente faremos isso”, afirmou. Na última revisão para o setor, em agosto, a instituição não havia alterado o prazo para a fonte eólica. “As eólicas ficaram em 16 anos porque o contrato de compra e venda de energia tinha um prazo menor do que as outras fontes”, explicou. Segundo Marcia, essa condição deve ser alteradaa partir do momento em queo prazo do contrato de compra e venda da energia eólica no leilão aumentar. “Quando isso ocorrer, naturalmente também levaremos a eólica para 20 anos”, argumentou a executiva. Com a portaria publicada esta semana pelo Ministério de Minas e Energia (MME) sobre o leilão de energia nova A-5 (entrega em 2018) de dezembro deste ano, essa exigência do BNDES foi atendida. Pelas regras da licitação, o contrato de venda da energia eólica passou de 15 anos para 20 anos, equiparando ao prazo concedido para os contratos das térmicas a biomassa, também de 20 anos.
JORNAL DO COMMÉRCIO - PE - 2013-09-15 - 11:00:19


O POVO
COTIDIANO
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
2013-09-15 11:00:18
Transposição deveria ser acelerada

Marcos Freitas, especialista em recursos hídricos e técnico da ANA, defende a transposição do rio São Francisco tornou-se muito mais necessária agora e é fundamental para complementar as ações desenvolvidas na região para atenuar o risco de desabastecimento de água.

Alvo de críticas e previsto para ser concluído em 2015, o projeto prevê que as águas cheguem às bacias do rio Jaguaribe, que abastece o Ceará, e do rio Piranhas-Açu, que abastece o Rio Grande do Norte e a Paraíba.

Conforme um estudo realizado pela ANA, com financiamento do Banco Mundial e participação de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), entre outras instituições, a disponibilidade hídrica dessas duas bacias deve diminuir sensivelmente nos próximos anos, contribuindo para agravar ainda mais a deficiência hídrica do semiárido.

O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional do PBMC, no entanto, indica que a vazão do rio São Francisco deve diminuir em até 30% até o fim do século, o que colocaria o projeto de transposição sob ameaça. Freitas, contudo, ponderou que 70% do volume de água do São Francisco vem de bacias da região Sudeste, para as quais os modelos climáticos preveem aumento da vazão nas próximas décadas. Além disso, segundo ele, o volume total previsto para ser transposto corresponde a só 2% da vazão média da bacia do São Francisco. (Agência FAPESP)

O POVO - 2013-09-15 - 11:00:18


O DIA
VIDA & MEIO AMBIENTE
AMBIENTALISTA
2013-09-15 10:59:03
Ambientalista morreu após denunciar

O Parque Cunhambebe, em Rio Claro, no Médio Paraíba, ganhará uma Upam nos próximos meses, mas as fiscalizações na região já foram intensificadas após o assassinato do biólogo espanhol Gonzalo Alonso Hernández, de 49 anos, no dia 6 de agosto.

O ambientalista fazia uma série de denúncias de crimes ambientais na região, o que pode ter motivado o homicídio. “Eu tinha muito medo deste ativismo e falava para ele ter mais cautela, mas ele dizia que o mal dos brasileiros era o medo de fazer a coisa certa”, lamentou a viúva de Gonzalo, Maria de Lourdes Campos, 48 anos, mostrando-se descrente com as investigações. “É muito triste pensar assim, mas não tenho nenhuma expectativa”, completou. O delegado Marco Antonio Alves, da 168ª DP (Rio Claro), evitou falar sobre o caso, mas garantiu que as “investigações estão muito bem encaminhadas”. Questionado, o secretário Carlos Minc prometeu cobrar respostas das autoridades responsáveis. “Estamos em contato com a (chefe da Polícia Civil)Martha Rocha e a família”, disse.
O DIA - 2013-09-15 - 10:59:03


O POVO
COTIDIANO
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
2013-09-15 10:58:46
Seca no semiário deve se agravar nos próximos anos

Pesquisadores alertam para necessidade de executar ações urgentes de adaptação e mitigação aos impactos das mudanças previstos na região. Avaliação foi feita na 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais

Os problemas de seca prolongada registrados no semiárido brasileiro devem se agravar ainda mais nos próximos anos por causa das mudanças climáticas globais. Por isso, é preciso executar ações urgentes de adaptação e mitigação desses impactos e repensar os tipos de atividades econômicas que podem ser desenvolvidas na região. A avaliação foi feita por pesquisadores que participaram da 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais (Conclima), realizada essa semana em São Paulo.

Segundo o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), só nos últimos dois anos foram registrados 1.466 alertas de municípios no semiárido que entraram em estado de emergência ou de calamidade pública em razão de seca e estiagem. O primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) estima que esses eventos extremos aumentem principalmente nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga e que as mudanças devem se acentuar a partir da metade e até o fim do século 21. Dessa forma, o semiárido sofrerá ainda mais no futuro com o problema da escassez de água que enfrenta hoje, alertaram os pesquisadores.

“Por isso, todas as ações de adaptação e mitigação pensadas para ser desenvolvidas ao longo dos próximos anos, na verdade, têm de ser realizadas agora”, disse Marcos Airton de Sousa Freitas, especialista em recursos hídricos e técnico da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo o pesquisador, o semiárido vive hoje o segundo ano do período de seca, iniciado em 2011, que pode se prolongar por um tempo indefinido. Um estudo realizado pelo órgão apontou que a duração média dos períodos de seca no semiárido é de 4,5 anos. Estados como o Ceará, no entanto, já enfrentaram secas com duração de quase nove anos, seguidos por longos períodos nos quais choveu abaixo da média estimada.

De acordo com Freitas, a capacidade média dos principais reservatórios da região está atualmente na faixa de 40%. E a tendência até o fim deste ano é de esvaziarem cada vez mais. “Caso não haja um aporte considerável de água nesses grandes reservatórios em 2013, poderemos ter uma transição do problema de seca que se observa hoje no semiárido, mais rural, para uma seca ‘urbana’ – que atingiria a população de cidades abastecidas por meio de adutoras desses sistemas de reservatórios”, alertou Freitas.

Ações de adaptação

Como a água tende a ser um recurso natural cada vez mais raro no semiárido nos próximos anos, Saulo Rodrigues Filho, professor da Universidade de Brasília (UnB), defendeu a necessidade de repensar os tipos de atividades econômicas mais indicadas para a região. “Talvez a agricultura não seja a atividade mais sustentável para o semiárido e há evidências de que é preciso diversificar as atividades produtivas na região, não dependendo apenas da agricultura familiar, que já enfrenta problemas de perda de mão de obra, uma vez que o aumento dos níveis de educação leva os jovens da região a se deslocar do campo para a cidade”, disse Rodrigues.

“Por meio de políticas de geração de energia mais sustentáveis, como a solar e a eólica, e de fomento a atividades como o artesanato e o turismo, é possível contribuir para aumentar a resiliência dessas populações a secas e estiagens agudas”, complementou. (Agência Fapesp)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

Caso não haja um aporte considerável de água nos grandes reservatórios em 2013, poderá haver uma transição do problema de seca que se observa hoje no semiárido, mais rural, para uma seca ‘urbana’.

Saiba mais

Uma das ações de adaptação que começou a ser implementada no semiárido nos últimos anos e que, de acordo com os pesquisadores, contribuiu para diminuir sensivelmente a vulnerabilidade do acesso à água, principalmente da população rural difusa, foi o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC).

As cisternas são construídas com placas de cimento pré-moldadas, feitas pela própria comunidade, e têm capacidade de armazenar até 16 mil litros de água. O programa tem contribuído para o aproveitamento da água da chuva em locais onde chove até 600 milímetros por ano.

“Mesmo com a seca extrema na região nos últimos dois anos, observamos que a água para o consumo da população rural difusa tem sido garantida pelo programa, que já implantou cerca de 500 mil cisterna. Com programas sociais, como o Bolsa Família, o programa Um Milhão de Cisternas tem contribuído para atenuar os impactos negativos causados pelas secas prolongadas na região”, afirmou

Saulo Rodrigues Filho, professor da Universidade de Brasília (UnB).

O POVO - 2013-09-15 - 10:58:46


O DIA
VIDA & MEIO AMBIENTE
AQUECIMENTO GLOBAL
2013-09-15 10:57:24
RELATÓRIO SOBRE CLIMA NO BRASIL É ALARMANTE

Ao longo de seis anos,345 pesquisadores investigaram os impactos do aquecimento global no Brasil.

O fruto deste trabalho foi divulgado semana passada, em São Paulo.O 1º relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, organismo científico criado pelo governo federal, mostra que a temperatura média em todas as grandes regiões do Brasil será de 3 a 6 grausmaiorem2100doqueno final do século 20. Já as chuvas vão diminuir até 40% em biomas como a Amazônia e a Caatinga. No Sul e no Sudeste,ocorrerá o inverso: aumento de pluviosidade. O documento de 200 páginas apresenta impactos das mudanças e propõe políticas públicas para mitigação.
O DIA - 2013-09-15 - 10:57:24


GLOBO.COM
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ICMBIO
2013-09-15 10:55:46
Reserva Marinha do Arvoredo tem mais de 1400 espécies registradas

Região abriga infinidade de espécies, sendo muitas raras e ameaçadas. Reserva é a única federal que contém remanescentes de Mata Atlântica.

15/09/2013 09h31 - Atualizado em 15/09/2013 09h31

Do G1 SC
A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo abriga as Ilhas do Arvoredo, Galé, Deserta, o Calhau de São Pedro e uma grande área marinha que circunda o arquipélago. A região, localizada entre a Baía de Zimbros, em Bombinhas, e o Norte da Ilha de Santa Catarina, é preservada por decreto e possui 17.600 hectares, sendo 98% ocupado por área marinha.

A Reserva é a única federal que contém remanescentes de Mata Atlântica presentes em suas ilhas, os quais somam mais de 370 hectares de vegetação nativa preservada.
Segundo informações passadas pelo ICMbio, a região abriga uma infinidade de espécies, sendo muitas delas raras e ameaçadas de extinção. A Reserva foi criada em 1990 por uma lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).
Na área toda, foram constatadas mais de 1.400 espécies, sendo cerca de mil marinhas e quatrocentas terrestres. Estudos realizados somente na Ilha do Arvoredo mostraram a presença de 139 espécies de aranhas, 195 de plantas, 28 aves, 10 mamíferos, sete anfíbios, sete lagartos, cinco serpentes, entre outros. Além disso, na área marítima, são mais de 190 espécies de peixes registradas, 145 de moluscos, 53 de caranguejos e siris, além de outros muitos grupos.

As ilhas são locais de reprodução de aves marinhas e também sítios arqueológicos de sambaquis e inscrições rupestres. Além disso, os ambientes marinhos fornecem abrigo para reprodução e crescimento de diversas espécies de peixes, o que contribui para a manutenção dos estoques pesqueiros no entorno.
A parte Sul da Ilha do Arvoredo é aberta para mergulho recreativo e o local é visitado por diversos mergulhadores. A região não faz parte da Reserva, e no resto do local, a visitação é proibida. Segundo o ICMBio, não é permitido o desembarque nas outras áreas terrestres, salvo em situações de emergência.
Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL 4.198/2012) para a recategorização da reserva ambiental para Parque Nacional. "Há prós e contras. O principal contra é que, no Brasil, só existem duas reservas marinhas: a do Arvoredo e a do Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte", explica Ricardo Castelli Vieira, chefe da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.

A diferença entre Reserva biológica e Parque Nacional é que o primeiro busca a preservação integral, sem interferência humana. Já o segundo possibilita a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Os passeios para mergulho na parte Sul da Ilha do Arvoredo são feitos por operadoras de mergulho. Os passeios custam, em média, entre R$80 e 100 por dia.

GLOBO.COM - 2013-09-15 - 10:55:46


O TEMPO
A.PARTE
IZABELLA TEIXEIRA
2013-09-15 10:54:59
Tudo em nome do meio ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, receberá, nesta quarta-feira, dia 18 de setembro, em Nova York (EUA), o prêmio Campeões da Terra 2013 na categoria Liderança Política.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que concede a láurea a líderes de governo e da sociedade civil, Teixeira se destacou na redução do desmatamento da Amazônia e por sua atuação internacional.
O TEMPO - 2013-09-15 - 10:54:59


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ICMBIO
2013-09-15 10:54:19
Mata Atlântica é preservada por meio de iniciativa privada em Brusque

São 59 Reservas Particulares do Patrimônio Natural em Santa Catarina. Em Brusque, a Chácara Edith possui quase 5 milhões de metros quadrados.

14/09/2013 10h58 - Atualizado em 14/09/2013 13h35

Do G1 SC

Em Santa Catarina existem diversas reservas ambientais que buscam preservar a Mata Atlântica. Além dos Parques Nacionais, iniciativas particulares ganham força e endossam a preservação.
Segundo informações passadas pelo ICMBio, que gerencia as Unidades de Conservação no Brasil, em Santa Catarina são 59 Reservas Particulares do Patrimônio Natural, com 480 mil hectares protegidos em todo o país. Este tipo de reserva é uma categoria de Unidade de Conservação particular criada em área privada, por ato voluntário do proprietário e em caráter perpétuo. Como depende da vontade do proprietário, é ele quem define o tamanho da área a ser instituída como RPPN.
Este é o caso da Chácara Edith, no Centro de Brusque, que possui quase 5 milhões de metros quadrados. "Apesar de ser uma ilha de mata cercada de cidade ainda tem bastante área preservada e várias espécies interessantes da fauna catarinense", diz o biólogo Felipe Moreli Fantacini. A Mata Atlântica já ocupou mais de 15% do território nacional. Só que com a devastação, restam apenas 7% deste total.

Wilson Moreli, dentista aposentado, e sua esposa são herdeiros do local, preservado desde 1935. Na reserva vivem mais de 300 espécies de animais, inclusive alguns em extinção, como a Irara. "A gente percebe a alegria nas crianças em poder sentir o cheiro, ver a natureza", explica Moreli. Segundo ele, o local é mantido por meio de recursos privados. "Somos abertos para educação ambiental, pesquisas científicas. Mas não recebemos recursos nem cobramos ingressos", explica Moreli.
Por causa do tipo de relevo em Santa Catarina, o estado é um dos que mais possui área conservada: cerca de 29% da área de cobertura da floresta. "A exuberância é bastante grande: é uma vegetação com muito cipó, samambaias, orquídeas, bromélias. É este conjunto que faz desta floresta uma das mais fantásticas do mundo", explica o ecólogo Lauro Bacca.

Crianças de escolas da região visitam o lugar por meio de um projeto feito em parceria com o poder público. No local elas aprendem e são conscientizadas a preservar o ambiente. "As crianças são mais receptivas a conhecer, preservar e elas aprendem e levam para os pais delas", explica a bióloga Érica Saito. "As crianças são o nosso futuro e elas podem difundir para os seus pais os conhecimentos", completa a bióloga Adriana Schlindwein de Limas.
O serviço de agendamento de visitas de escolas é feito junto a Secretaria de Educação do Município pelos números (47) 3251-1804, (47) 3251-1877 ou pelo educacao@brusque.sc.gov.br.

GLOBO.COM - 2013-09-15 - 10:54:19


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MEIO AMBIENTE
2013-09-15 10:52:52
Conheça a lista das 275 espécies ameaçadas de extinção em SC

Levantamento avalia também mudanças de habitats e do grau de ameaça. Em Santa Catarina, o grupo com mais espécies em risco é o das aves.

13/09/2013 16h27 - Atualizado em 14/09/2013 11h55

Em Santa Catarina 275 espécies de animais estão em risco de extinção. A lista mais atualizada, divulgada pela Fundação do Meio Ambiente é de 2011. O levantamento é feito pela Fatma a cada cinco anos, em média, segundo a bióloga Beloni Marterer. "É necessário fazer uma pesquisa constante por que os habitats mudam e o grau de ameaça das espécies também. O levantamento é feito em períodos curtos para que as mudanças possam ser avaliadas", explica.

Segundo a bióloga, existe uma listagem nacional, porém, as desenvolvidas em cada estado são mais detalhadas. "A lista é mais precisa, é um trabalho bastante grande. Depois, ele é aprovado por uma comissão de biólogos da Fatma", comenta. Confira na tabela ao lado os números de animais divididos por grupo. Veja também a lista completa da Fatma.
Em Santa Catarina, o grupo com mais espécies ameaçadas é o das aves aves. Ao todo, 97 delas podem ser extintas. O grau de risco é classificado em Criticamente Ameaçado, Em perigo e Vulnerável, sendo as espécies Criticamente Ameaçadas as mais preocupantes e as Vulneráveis as menos.
O levantamento é separado em mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, equinodermos, como estrelas-do-mar, crustáceos, aranhas, Polychaeta, de vermes aquáticos, insetos, moluscos e cnidários, como anêmonas e corais. Destes, 71 estão Criticamente Ameaçados, 68 estão Em Perigo e 136 em situação vulnerável.
Baleia-franca
O Litoral de Santa Catarina é considerado berçário natural da espécie. "É comum a presença de baleias-francas no litoral brasileiro, principalmente no Sul do país, área de concentração reprodutiva da espécie. Elas frequentam essa região entre os meses de julho e novembro para o nascimento dos filhotes e o acasalamento", informa a bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca. A espécie é classificada como Vulnerável.

Lobo-guará

Entre os animais Criticamente Ameaçados está o Lobo-guará, encontrado no Parque Nacional de São Joaquim, na Serra. Eles possuem dieta variada, indo de frutos até pequenos animais. Eles vivem sozinhos mas se juntam em casais na época reprodutiva, sendo que os machos ajudam as fêmeas a cuidar dos fillhotes. "Na nossa região vemos rastros, mas ele é um animal bastante arredio, então não existe um levantamento de quantos existem na região", explica Michel Omena, analista ambiental do Parque Nacional de São Joaquim.

Gavião-de-penacho

Esta ave tem um filhote a cada três anos, o que torna a reposição da espécie na natureza muito pequena. Por isso, o gavião é classificado como Criticamente Ameaçado. Segundo informações do Instituto Rã-bugio, é uma ave de grande porte, e mede entre 58 e 67 centímetros. Ela possui na cabeça um conjunto de penas que medem até 10 centímetros e formam um penacho preto. A espécie se alimenta de outros pássaros, répteis e pequenos mamíferos.

GLOBO.COM - 2013-09-15 - 10:52:52


JORNAL DO COMMÉRCIO - PE
CIDADES
IBAMA
2013-09-15 10:52:26
Deixa que eu deixo!

A coluna reproduz uma denúncia séria, consequência de uma história para lá de inusitada.

Um leitor escreve indignado para contar que trabalha na Avenida Arquiteto Luiz Nunes, na Imbiribeira, próximo à Lagoa do Araçá, onde, numa das árvores, um casal de gaviões fez ninho. Por causa do ciclo reprodutivo e do instinto de defesa, as aves estão ariscas. E atacam. Um homem já foi arranhado na cabeça. O leitor ligou para todos os órgãos possíveis e imagináveis. Eis a lista: Ibama, Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Secretária de Meio Ambiente do Recife e Corpo de Bombeiros. Mas ninguém foi ao local capturar as aves ou colocar qualquer tipo de proteção. A coluna então decidiu percorrero mesmo caminho. No Ibama, a funcionária não deu muita atenção e mandou ligar para o Cipoma. “Eles sabem que não é com a gente e mandam ligar para cá. Sei que é difícil para o senhor entender, mas esse trabalho é do próprio Ibama. Mas eles sempre tiram o corpo fora. O senhor pode tentar a CPRH. Boa sorte”, retrucou um soldado, irritado com o órgão, mas atencioso nas satisfações. “Aqui, a gente nunca fez captura. Não tem onde alojar o animal. Nem alçapão nós temos”, defendeu-se uma servidora da agência estadual. Na Secretaria de Meio Ambiente do Recife, a tentativa também foi em vão. “A nossa única viatura saiu para uma missão. Mas vou anotar o endereço. Ligue daqui a pouco”. Dez minutos depois: “Olhe, o chefe explicou que não faz a captura porque eles estão em fase de reprodução. O certo deveria ser o senhor colocar uma placa orientando o pessoal a não chegar perto da árvore.” Por último, o Corpo de Bombeiros, que fechou o ciclo mandando ligar para o Ibama. Outra funcionária atende. Desta vez, mais sincera. “Sabe o que é, senhor? Não temos mais condições de armazenar mais nenhum animal. Está superlotado. E os daqui estão em reabilitação”. E qual é a solução? “Com quatro meses, os filhotes já voam. Mas, aos três meses, os pais perdem o ciúme e deixam de ficar ariscos”. Resta apenas esperar!
JORNAL DO COMMÉRCIO - PE - 2013-09-15 - 10:52:26


GLOBO ONLINE
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IZABELLA TEIXEIRA
2013-09-15 10:48:08
Luiz Alberto Figueiredo, um diplomata sem firula que busca consensos

Com estilo mais objetivo e pragmático que o antecessor, novo ministro das Relações Exteriores ganhou a confiança de Dilma para gerenciar crises da pasta

Publicado: 14/09/13 - 19h34
Atualizado: 14/09/13 - 19h36

BRASÍLIA - Outubro de 2010. Após passar a noite em claro dentro de um quarto de hotel construindo com a delegação brasileira a posição que o Brasil iria defender em Nagoia, na Cúpula da ONU sobre Diversidade Biológica, o então ministro de primeira classe Luiz Alberto Figueiredo Machado foi no caminho para a sala de negociação final com os demais países participantes da cúpula instruindo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delegação brasileira:
— Quando a gente entrar na sala você vai sentar do meu lado e não vai piscar. Quem piscar primeiro, perde.
Como num jogo de pôquer, Izabella foi questionada sobre a possibilidade de o Brasil flexibilizar sua posição. Seguindo a recomendação do experiente negociador brasileiro, a ministra foi firme em sua negativa.
Aos 58 anos, casado com a também diplomata Maria Angélica Ikeda e pai de um casal de filhos, o chanceler brasileiro, chamado de Fig por amigos e colegas mais próximos, acertou na estratégia e o Brasil conseguiu construir um consenso durante a reunião, o que resultou no importante Protocolo de Nagoia, que pela primeira vez incluiu as comunidades tradicionais na partilha de recursos naturais. Na plenária de encerramento da cúpula, os delegados brasileiros foram aplaudidos de pé ao entrarem no salão.
— Além de hábil negociador, o Figueiredo é uma pessoa que consegue conciliar o interesse do Brasil com os interesses internacionais, o que é supercomplexo. Ele é extremamente leal e incansável. Uma pessoa muito cúmplice, inclusive nos momentos mais difíceis — avalia Izabella.
O estilo de Figueiredo de trabalhar lhe rendeu prestígio internacional nos fóruns ambientais e impressionou a presidente Dilma Rousseff nas duas ocasiões em que ela pôde ver, de perto, a atuação do hoje embaixador. A primeira vez foi durante a Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, a (COP-15), quando o Brasil nivelou por alto as ambições mundiais assumindo o compromisso voluntário de cortar suas emissões de gases-estufa até 2020. Naquele dezembro de 2009, Dilma era pré-candidata à Presidência e chefe da delegação brasileira. Figueiredo, o principal negociador do país na cúpula. A segunda vez, já no ano passado, foi na Rio + 20, ele como secretário-executivo do encontro, ela como presidente. O saldo do evento foi bem acima do que o governo esperava.
Dilma, que valoriza objetividade e busca de resultados, encontrou em Figueiredo, segundo auxiliares próximos da presidente, um ministro mais sintonizado com ela do que seu antecessor, Antonio Patriota. Bem mais informal, Figueiredo ganhou a confiança e mandatos de Dilma para gerenciar autonomamente as duas crises que já encarou ao assumir as Relações Exteriores, em 28 de agosto: a malfadada fuga do senador boliviano Roger Molina com a ajuda de um diplomata brasileiro e a revelação de que o Brasil foi alvo de espionagem americana. Este último assunto vinha sendo comandado pelo Ministério da Justiça. Com a entrada de Figueiredo, passou a ser de sua incumbência.
— Ele é papo reto, sem as tradicionais firulas e rodeios diplomáticos. Chegou ao cargo com a recomendação da presidente de ser durão — revela um interlocutor de Dilma.
Carioca e botafoguense, Figueiredo tem uma ginga raramente encontrada no corpo diplomático. Mas é uma característica que, segundo técnicos do governo que estiveram em sua equipe, funciona bem no âmbito das negociações internacionais.
— Ele é extremamente inteligente e agregador. No ambiente das discussões climáticas há uma série de interesses conflitantes. Só no governo há três posições a serem conciliadas: a do Ministério do Meio Ambiente, a do Ministério de Ciência e Tecnologia e a do Itamaraty. E fora isso, ainda tem as ONGs. E o Figueiredo conseguia transitar bem por toda essa fauna — conta um colega que trabalhou com ele em várias cúpulas sobre mudanças climáticas.
O novo chanceler também tem uma história de esforço pessoal. Gago desde criança, superou o problema. Hoje, em seus discursos e declarações, mal se consegue perceber algum tipo de frase entrecortada, repetida, ou com sílabas prolongadas.
— Figueiredo é um exemplo de superação. Imagine um diplomata gago... — disse uma fonte próxima ao chanceler.
Embora deixe transparecer pitadas de vaidade, no ambiente de trabalho Fig é um chefe centralizador, mas que perde seu tempo para ensinar os menos experientes. Diplomatas pouco graduados que tiveram a chance de conviver com ele profissionalmente elogiam o espírito de equipe do chanceler, dizem que ele confia nas pessoas, conquista seus subordinados e sabe delegar funções.
Estudioso aplicado dos temas sob sua responsabilidade, Figueiredo aprendeu a contornar as situações de estresse sem entrar em colisão com quem não deve. Um delegado brasileiro que o acompanhou em Copenhague lembra que a então ministra Dilma fez um discurso durante a COP-15 que divergia de alguns pontos que os negociadores brasileiros defendiam. Os técnicos, assustados, disseram a Figueiredo que ele tinha que avisar a Dilma que aquela fala poderia prejudicar a negociação. Figueiredo a apoiou publicamente e quando estava com ela e o então presidente Lula em uma sala reservada deu um jeito de reposicionar a questão sem confrontar seus chefes.
— O Figueiredo é capaz de soluções interessantes, verdadeiros “golpes de mestre”. Muito diplomático e dentro daquilo que ele podia dizer, sem revelar pontos e posicionamentos estratégicos do governo, sempre esteve muito acessível ao pessoal das ONGs. Me impressiona nele sua capacidade de falar bastante e não entregar o ouro, mas fazer isso tão habilmente que quase todos saem das reuniões bastante satisfeitos — relata Fernanda Carvalho, da ONG The Nature Conservancy (TNC).
Ao assumir o mais alto posto da diplomacia brasileira, Figueiredo deu um sopro de autoestima nos itamaratecas. Logo em seu discurso de posse, o embaixador assumiu o compromisso de pleitear mais recursos ao governo, diante da dificuldade financeira que o ministério enfrenta. Entre os colegas de ministério, ele representa o início de um novo ciclo depois do longo período comandado por Celso Amorim no governo Lula e continuado por seu discípulo Antonio Patriota. Em seu gabinete, Figueiredo está se cercando de diplomatas graduados — de conselheiro para cima — e a expectativa é de que promoções e remoções sigam um critério mais técnico e menos político, na nova gestão. Auxiliares de Dilma afirmam que ela deu a ele carta-branca para imprimir seu estilo no ministério.

GLOBO ONLINE - 2013-09-15 - 10:48:08


O POVO
BRASIL
IBAMA
2013-09-15 10:39:49
Ibama realiza operação de guerra contra desmatamento na Amazônia

Foram embargados 252 mil hectares e apreendidos 117 mil m³ de madeira serrada e 68 mil m³ de madeira em tora. As regiões monitoradas estão no Norte de Rondônia e no Sul do Amazonas, no eixo da Transamazônica

Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal. As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para o apoio às operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os primeiros resultados foram o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil metros cúbicos de madeira serrada e 68 mil m³ de madeira em tora. Também foram emitidos quatro mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo.

De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou em fevereiro e tem seis frentes atuando, centradas em áreas críticas, que respondiam por mais de 70% do desmatamento da Floresta Amazônica.

Os fiscais ambientais estão concentrados no Norte de Rondônia, nas imediações da capital Porto Velho e no Sul do Amazonas, no eixo da rodovia Transamazônica, em que os alertas de desmatamento e de degradação são provocados por pressão da agropecuária, da grilagem e de assentamentos.

Com duração prevista até o fim do ano, a Onda Verde tem ainda duas bases em Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Juína, com grande influência da agropecuária, e três bases no Pará, em Novo Progresso. Na região, concentram-se os casos de grilagem e pecuária, e em Anapu e Uruará, com grande pressão da pecuária e dos assentamentos.

Em maio, foi incorporada uma nova frente de trabalho, a Hileia Pátria, que tem apoio logístico e de inteligência do Exército e atuação mais repressiva, para coibir a extração ilegal de madeira em terras indígenas e unidades de conservação. No Maranhão, agentes ambientais estão percorrendo as áreas indígenas de Alto Turiaçu, Awá, Caru e Arariboia, além da Reserva Biológica do Gurupi.

Eles fecharam 27 serrarias, o que resultou na apreensão de quatro mil metros cúbicos de madeira beneficiada e em toras. As multas aplicadas até o momento chegam a quase R$ 4,5 milhões. A Hileia Pátria tem ações também em Rondônia, no Pará, no Amazonas e em Mato Grosso. (da Agência Brasil)

O POVO - 2013-09-15 - 10:39:49


O POPULAR
OPINIÃO
QUEIMADAS
2013-09-15 09:52:44
Incêndios florestais

Estamos assistindo, estarrecidos, a devastadores incêndios florestais no Parque Ecológico Altamiro de Moura Pacheco, conforme tem noticiado com insistência O POPULAR.

Pelas suas características de solo e vegetação, o que estamos presenciando ali é o holocausto do parque, que em breve terá sua área de floresta exuberante transformada em uma vasta pastagem de brachiária, por descaso ou ignorância das autoridades responsáveis.

Tem acontecido muitos incêndios no Parque Nacional das Emas, na Serra Dourada e na Serra de Caldas, onde além do impacto imediato, não há consequências profundas na vegetação, que segue intacta, pois é típica do cerrado e milenarmente adaptada ao fogo.

O Moura Pacheco é muito diferente. Apesar de a EMBRAPA, empresa que respeito, ter considerado que tudo que se encontra na grande região onde predomina o Cerrado é Cerrado, o Moura Pacheco não é Cerrado, e sim mata ou floresta, Floresta Atlântica, segundo o IBGE. A vegetação exuberante que ali predomina é composta de Jatobás, Perobas, Jequitibás, Angicos, Aroeiras, Guarirobas, Bacuris. São espécies de porte elevado, retilíneas. Os seus solos são de alta fertilidade, ao contrário dos do Cerrado típico, que tem solo de baixíssima fertilidade.

A combinação de solos férteis, capim brachiária e fogo é devastadora para o parque, pois o fogo mata a vegetação alta, abrindo espaço para mais capim, que produzirá milhares de toneladas de biomassa, que por sua vez arderá na próxima estação seca. É preciso estancar esse círculo vicioso, mas como?

É preciso manejar a brachiária, espécie exótica e muito agressiva em solos férteis como aqueles. Utilizando-se de herbicidas? Nem pensar. Basta abandonar os preconceitos e valer-se dos bovinos no controle dessa gramínea. Defendo que as autoridades façam concorrência pública e aluguem os pastos ali existentes para os fazendeiros, proibindo as roçadas e as queimadas. As lotações de animais por hectare devem ser limítrofes, para que, com o tempo, haja a degradação do pasto e a consequente regeneração da floresta. O dinheiro arrecadado poderia ser utilizado na manutenção do próprio parque.

A solução então é não roçar, não queimar e manter a brachiária pastejada ao extremo. É bom lembrar que os grandes incêndios no Moura Pacheco tiveram início nos anos que se seguiram à sua desocupação pelos fazendeiros.

Jesus José de Oliveira
Setor Nova Suíça – Goiânia

O POPULAR - 2013-09-15 - 09:52:44


DIÁRIO DO NORDESTE
NACIONAL
IBAMA
2013-09-15 09:51:05
Ibama intensifica fiscalização na região



Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia para combater o desmatamento ilegal. As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para as operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Ibama.
DIÁRIO DO NORDESTE - 2013-09-15 - 09:51:05


O POPULAR
POLÍTICA
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
2013-09-15 09:38:48
Governo define os 50 municípios beneficiados pelo ICMS Ecológico

Pela primeira vez desde a regulamentação da lei, em dezembro de 2011, o governo estadual selecionou os 50 municípios beneficiados pelo ICMS Ecológico, que prevê repasse maior da arrecadação com o imposto para cidades com “gestão ambiental condizente com o desenvolvimento sustentável, conservação da biodiversidade e dos recursos naturais”.

Pelas regras, os beneficiados terão direito, além da repartição normal do Índice de Participação dos Municípios (IPM), a 2,25% do total de repasses. Os valores serão aprovados provisoriamente em reunião do Coíndice, marcada para quarta-feira. Se forem considerados os números do ano passado, quando foram distribuídos R$ 2,13 bilhões, o repasse a ser repartido entre os 50 municípios selecionados pela Semarh seria de R$ 48,1 milhões. Entre as maiores cidades goianas, Rio Verde, Trindade e Novo Gama ficaram de fora. Goiânia e Aparecida cumpriram o mínimo de três critérios e apenas Anápolis e Luziânia conseguiram alcançar o máximo de seis.

Quais são?
Entre os critérios analisados para definir os beneficiados pelo ICMS Ecológico estão ações de gerenciamento de resíduos sólidos, educação ambiental, proteção de mananciais e combate ao desmatamento, entre outras.

Escadinha
Em 2012, os 5% do ICMS Ecológico foram repartidos igualitariamente entre os 246 municípios. Neste ano será metade para os selecionados e metade para o restante. Em 2014, o repasse subirá para 3,75% e em 2015 beneficiará integralmente quem cumprir os critérios.

O POPULAR - 2013-09-15 - 09:38:48


O POPULAR
CIDADES
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
2013-09-15 09:02:57
Mudanças podem afetar produção

Culturas de arroz e de feijão podem ser comprometidas com o aumento da temperatura no Cerrado

O agronegócio ocupa um papel ambíguo nas mudanças climáticas projetadas pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC). Sua expansão é apontada como uma das maiores provocadoras do aquecimento global que, por sua vez, já aumenta os custos da produção de alimentos. Caso os piores prognósticos se concretizem, as produções de arroz e feijão podem ficar comprometidas.
Base da dieta dos brasileiros, esses alimentos requerem condições ambientais adequadas para se desenvolverem. O arroz precisa de temperatura entre 15 e 32 graus. Já o ambiente ideal para o feijão tem temperatura entre 12 e 30 graus. “Se acrescentarmos o aumento de temperatura previsto nos últimos estudos, essas plantas não resistiriam. As flores abortariam e a plantação não teria rendimento”, alerta o agrometeorologista Silvando Carlos da Silva, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A Embrapa trabalha considerando as piores previsões e preparando saídas para uma possível situação de adversidade climática. Nas projeções da empresa, o acréscimo de 5,8 graus em relação à média de temperatura atual elevará de 10% para 70% as áreas problemáticas para plantio de arroz. Em relação ao feijão, o quadro é pior, pois nenhuma área em Goiás estaria em condições para a semeadura.
Analista de mercado da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), Pedro Arantes adota uma linha científica que contesta as informações divulgadas pelo PBMC. De acordo com ele, há pesquisadores que questionam a forma de coleta de dados. “As coletas ocorrem perto de centros urbanos onde de fato há aumento da temperatura ou em grandes altitudes, onde há pouca interferência do homem”, diz. Ele argumenta que o planeta passa por ciclos naturais, nos quais as médias de temperatura aumentam ou diminuem. E acredita que a interferência do homem no aquecimento global não passe de 5%
No entanto, admite que mudanças climáticas estão ocorrendo. Pedro Arantes sabe que as alterações nos padrões climáticos podem mudar o mapa das atividades agrícolas. “Observamos chuvas mais escassas e tempestades. Caso esses prognósticos se confirmem, uma região de clima temperado pode virar tropical e isso modifica as culturas nesse local”, afirma.
Essa possibilidade já movimenta a indústria do agronegócio, com pesquisas que envolvem cifras de milhões de dólares. No mês passado, Pedro Arantes esteve nos Estados Unidos para acompanhar um evento promovido pela Companhia Monsanto, uma multinacional dos ramos da agricultura e biotecnologia. “Há pesquisas de sementes que vão produzir plantas com raízes mais profundas e resistentes ao estresse hídrico”, diz. Essas modificações genéticas têm custos, que serão pagos na forma de royalties para os desenvolvedores. “Hoje, um hectare de soja custa R$ 1,7 mil. Essa nova variedade de sementes aumenta em R$ 130, mas será resistente a pragas, doenças e mudanças climáticas”, afirma.

O POPULAR - 2013-09-15 - 09:02:57


JB ONLINE
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IBAMA
2013-09-15 12:27:18
Ibama intensifica fiscalização para combater desmatamento ilegal

Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal.

14/09 às 10h04 - Atualizada em 14/09 às 10h06

Agência Brasil

As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para apoiar as operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O resultado, até agora, foi o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil metros cúbicos de madeira serrada e 68 mil de metros cúbicos de madeira em tora. Também foram emitidos 4 mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo.

De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou em fevereiro e tem seis frentes atuando centradas em áreas críticas, que respondiam por mais de 70% do desmatamento da Floresta Amazônica. Os fiscais ambientais estão concentrados no norte de Rondônia, nas imediações da capital, Porto Velho, e no sul do Amazonas, no eixo da Transamazônica, em que os alertas de desmatamento e de degradação são provocados por pressão da agropecuária, da grilagem e de assentamentos.

Com duração prevista até o fim do ano, a Onda Verde tem ainda duas bases em Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Juína, com grande influência da agropecuária, e três bases no Pará, em Novo Progresso, onde se concentram os casos de grilagem e pecuária, e em Anapu e Uruará, com grande pressão da pecuária e dos assentamentos.

Em maio, foi incorporada uma nova frente de trabalho, a Hileia Pátria, que tem apoio logístico e de inteligência do Exército e atuação mais repressiva, para coibir a extração ilegal de madeira em terras indígenas e unidades de conservação. No Maranhão, agentes ambientais estão percorrendo as áreas indígenas de Alto Turiaçu, Awá, Caru e Arariboia, além da Reserva Biológica do Gurupi. Eles fecharam 27 serrarias, o que resultou na apreensão de 4 mil metros cúbicos de madeira beneficiada e em toras. As multas aplicadas até o momento chegam a quase R$ 4,5 milhões.

A Hileia Pátria tem ações também em Rondônia, no Pará, no Amazonas e em Mato Grosso. “Observamos em várias situações a tentativa de burlar a fiscalização com camuflagem de equipamentos com tratores pintados de verde e escondidos no meio da floresta”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt.

Na terça-feira (10), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ibama informaram que o número de alertas sobre desmatamento e degradação da Floresta Amazônica aumentou 35% entre agosto de 2012 e julho de 2013, na comparação com igual período anterior. As imagens de satélite do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) orientam as equipes ambientais onde há concentração de alertas para que a fiscalização se intensifique nesses locais.

Segundo Schmitt, o aumento de alertas está relacionado à degradação por uso do fogo e por exploração seletiva da madeira. “O papel da fiscalização ambiental é fazer com que as áreas degradadas não sejam convertidas em corte raso [remoção total da floresta nativa em uma área] e que não exista uma atividade produtiva ilegal nessas áreas”.

Schmitt ressaltou que há uma mudança na dinâmica do crime ambiental, já que “o infrator não se arrisca mais a fazer o corte raso imediatamente”, por causa do trabalho dos fiscais e do monitoramento diário dos satélites. “O infrator primeiro começa fazendo uma degradação pelo fogo, mas o Ibama consegue interferir nesse processo antes que se converta em desmatamento ilegal.”

JB ONLINE - 2013-09-15 - 12:27:18


O POPULAR
CIDADES
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
2013-09-15 09:00:41
Vegetação nativa vai ceder lugar a pastagem

Os desmatamentos decorrentes das atividades de uso da terra também representam ameaças ao meio ambiente.

O relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) prevê até 40 mil quilômetros quadrados de conversão do Cerrado em pastagem e sistemas agrícolas por década, até 2050, o que comprometeria em cerca de 30% as bacias hidrográficas do bioma. Apesar do prognóstico, os desmatamentos diminuíram se comparados às altas taxas nas décadas de 1980 e 1990. Mas nos últimos anos esses eventos voltaram a aumentar.
Entre 2002 e 2003, foram desmatados 866 quilômetros quadrados de Cerrado, conforme dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig). Esse número chegou a cair para 225 quilômetros quadrados entre 2008 e 2009. Mas voltou a subir nos últimos relatórios do Sistema Integrado de Alerta de Desmatamentos (Siad): aumentou para 560 quilômetros quadrados de áreas desmatadas entre 2011 e 2012.
O resultado foi a substituição da vegetação nativa por pastagens, seguida pela agricultura especializada, urbanização e atividades extrativistas (veja quadro). A ocupação do solo com atividades agropecuárias desmatou principalmente as áreas planas: 93%, equivalentes a 80 milhões de hectares. Um estudo do professor Manuel Ferreira, do Lapig, revela que entre 2002 e 2007 os desmatamentos próximos a rodovias corresponderam em torno 12 a 15% do total. Em média, 4% do volume é desmatado para cada 1 quilômetro de distância das rodovias.
Denise Daleva Costa, coordenadora do Núcleo de Projetos Especiais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, considera preocupante o porcentual de desmatamento do Cerrado, mas argumenta que essa proporção é relativa. De acordo com ela, o bioma assumiu a primeira colocação após ser instituída uma política de proteção à Amazônia, em 1994.

O POPULAR - 2013-09-15 - 09:00:41


O POPULAR
CIDADES
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
2013-09-15 09:00:00
Cerrado cada vez mais quente

Relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas prevê incremento de 5,5 graus no bioma até 2.100

As projeções para o aumento de temperatura nas áreas de Cerrado ficaram mais preocupantes com a divulgação na semana passada do primeiro relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), em São Paulo. O documento acrescenta em mais 2 graus a previsão de aumento da temperatura para as áreas pertencentes ao bioma, em relação à última estimativa. No cenário divulgado agora, os cientistas preveem incremento de 5,5 graus até o ano de 2100.
Esse relatório teve como parâmetro os outros que foram publicados pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), em 2007. O organismo internacional, criado para analisar as tendências do clima, indicava que a temperatura no Cerrado poderia aumentar 3,5 graus até o fim do século.
Os pesquisadores afirmam que as mudanças estão em andamento. Até 2040, os períodos de secas e estiagens prolongadas devem crescer e a temperatura tende a aumentar em 1 grau, o suficiente para afetar o regime de chuvas, a vazão de rios, o abastecimento de lençóis freáticos que fornecem água potável, a agricultura e o setor de energia. Os impactos seriam sociais e econômicos, com crises de abastecimento energético e de segurança alimentar.
Na semana passada, o PBMC divulgou o sumário dos três volumes do relatório. O último teve um capítulo coordenado pelo pesquisador Manuel Ferreira, do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), da Universidade Federal de Goiás. O documento trata da mitigação das mudanças climáticas e revela que os povos que vivem no Cerrado devem enfrentar eventos climáticos extremos nas próximas décadas.
A análise de temperatura foi feita com base na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera a partir do crescimento populacional estimado, considerando também o desenvolvimento mais lento de fontes alternativas de energia na sociedade. As previsões mais severas dizem respeitos às áreas de transição para a Amazônia, onde a temperatura corre o risco de aumentar até 6 graus.
Além do aumento do calor, o PBMC projeta a diminuição no volume de chuvas em 20% até 2040. Nos períodos de seca, a probabilidade de redução pode chegar a 50%. No nordeste do bioma, que pega parte da Bahia, do Piauí e do Maranhão, a diminuição pode chegar a 70% em comparação aos valores atuais de chuvas registrados nesses locais.
Manuel Ferreira afirma que o aumento da temperatura e a redução das chuvas, juntos, podem ser os eixos de um ciclo pernicioso. Esse quadro provoca a redução da fotossíntese nas plantas e aumenta a vulnerabilidade da vegetação ao fogo. O pesquisador também ressalta que a troca da cobertura vegetal natural por plantas exploradas pelo agronegócio traz prejuízos ambientais.
A explicação está no carbono que fica estocado nas plantas e, quando queimados, são jogados na atmosfera. “O problema é que os plantios ocupam áreas de Cerrado que estavam no ápice de estocagem de carbono. Mas a soja ou a cana, apesar de serem plantas, não acumulam a mesma quantidade de carbono de uma árvore nativa”, explica. Outro diferencial é o fato de as plantações serem cortadas periodicamente, nas colheitas.
Um dos pontos mais polêmicos do novo Código Florestal de Goiás diz respeito ao reflorestamento. A lei prevê que as áreas desmatadas podem ser recompostas com até 50% de árvores exóticas. Para pesquisadores, o replantio deveria ser feito apenas com espécies nativas, para manutenção do equilíbrio do ecossistema e estocagem de carbono.

O POPULAR - 2013-09-15 - 09:00:00


FOLHA DE S.PAULO
RIBEIRÃO
RECURSOS HÍDRICOS
2013-09-15 08:59:05
Municípios devem corrigir índices alterados

As prefeituras de Morro Agudo e Santo Antônio da Alegria informaram que contrataram técnicos para realizar um trabalho no departamento de água das cidades para adequar a quantidade de flúor à necessária.

DE RIBEIRÃO PRETO

Em algumas cidades, o acréscimo do flúor na água é feito automaticamente por equipamentos. Como as máquinas apresentaram problemas, elas foram substituídas, como no caso de São Simão.

Os responsáveis pelo departamento de água de Monte Azul Paulista, Dobrada e Severínia negaram problemas e disseram que trabalham com os índices adequados, fazendo análises diárias e manutenções semanais nas bombas de água que abastecem as cidades.

A Prefeitura de Orlândia informou que não faz aplicação de flúor na água porque falta recurso, mas que vai comprar o equipamento em 2014.

FOLHA DE S.PAULO - 2013-09-15 - 08:59:05


JB ONLINE
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LICENCIAMENTO AMBIENTAL
2013-09-15 09:36:11
Conama aprova licenciamento ambiental para aquicultura

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, na semana passada, novas diretrizes nacionais que alteram a Resolução 413/2009, tornando mais simplificado e rápido o licenciamento ambiental para empreendimentos aquícolas (cultivo de peixes de água doce e salgada).

14/09 às 11h08 - Atualizada em 14/09 às 11h13

Agência Brasil

A expectativa é que a nova resolução seja publicada no Diário Oficial da União ainda neste mês. Publicada, entra em vigor automaticamente.

A previsão do Ministério da Pesca e Aquicultura é que o licenciamento de parques aquícolas, que poderia demorar até seis anos, seja viabilizado em até três meses. “A resolução deixa mais ágil o processo de licenciamento pelo fato de trabalhar com uma licença única. Antes eram necessárias as licenças prévia, de instalação e de operação. Todos os órgãos ambientais estaduais deverão atender à nova resolução, alicerçada na preservação da biodiversidade e na proteção sanitária para as espécies cultivadas”, explicou a secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince.

Atualmente, o licenciamento para a aquicultura em águas de domínio da União é feito pelos órgãos estaduais com critérios e procedimentos diversos. Eles são definidos por legislação local, o que pode resultar em tratamento desigual a produtores de uma mesma atividade.

Entre os critérios para a concessão da licença simplificada está o uso de espécie autóctone (natural da região). Também poderá ser usada espécie alóctone (não originária da região), desde que sejam apresentadas medidas de mitigação de possíveis impactos. A nova resolução prevê ainda a apresentação de anteprojeto técnico do empreendimento aquícola bem como estudo ambiental e programa de monitoramento da área.

De acordo com Maria Fernanda, o setor será impulsionado com a nova medida, já que haverá mais agilidade na licitação de empreendimentos aquícolas. Atualmente, estão abertos editais para áreas em parques aquícolas em Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco, na Bahia, no Paraná e no Rio de Janeiro. “A licitação será nas modalidades onerosa, para o grande produtor, e social, voltada para o pequeno produtor”, disse a secretária.

No Brasil, a aquicultura já responde por 40% de toda a produção de 1,3 milhão de toneladas de pescado por ano. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a atividade gera um PIB (Produto Interno Bruto) pesqueiro de R$ 5 bilhões, mobiliza 800 mil profissionais e proporciona 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos. A meta do ministério é que, em 2030, o Brasil torne-se um dos maiores produtores do mundo, com 20 milhões de toneladas de pescado por ano.


JB ONLINE - 2013-09-15 - 09:36:11


FOLHA DE S.PAULO
RIBEIRÃO
RECURSOS HÍDRICOS
2013-09-15 08:55:32
Flúor na água está inadequado em 27 cidades da região

Estudo do Conselho Regional de Odontologia constatou excesso ou falta da substância na água; resultado são danos à saúde bucal

DE RIBEIRÃO PRETO

A quantidade de flúor concentrado na água está inadequada para o consumo em 27 cidades da região de Ribeirão Preto, de acordo com um estudo do Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo feito em parceria com a Unicamp.

O levantamento foi realizado em 105 cidades paulistas menos populosas --30 delas localizadas na região. Nesses municípios, o tratamento de água é feito pela administração pública, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

De acordo com o presidente do conselho, Cláudio Miyake, a falta do flúor na água impede a prevenção efetiva das cáries nas pessoas quando elas enxáguam a boca ou escovam os dentes --principalmente nas crianças com até 12 anos.

Já o excesso do flúor pode causar a fluorose --surgimento de manchas nos dentes.

Miyake disse que as cidades pequenas encontram dificuldades técnicas e possuem pouca estrutura física e financeira para manter os níveis ideais de flúor na água.

As coletas realizadas entre março e maio deste ano apontaram índices de flúor menores que os adequados (abaixo de 0,6 mg/L) na água de Dobrada, Monte Azul Paulista, Orlândia, Santo Antônio da Alegria e São Simão.

Índices acima de 0,8 mg/L de flúor na água foram registrados em Morro Agudo, Severínia e Sales Oliveira.

Colina, Pirangi e Taiaçu foram as únicas cidades pequenas que mantiveram boa qualidade da água nas três coletas realizadas no estudo.

"Falta comprometimento dos municípios. Eles recebem insumos, equipamentos, bombas de flúor e não realizam o trabalho de forma adequada", disse Miyake.

O presidente do conselho disse que, após a conclusão do estudo, relatórios com os resultados foram enviados ao Estado, à coordenação de saúde bucal e aos municípios para que o abastecimento de água seja eficaz para a saúde da população usuária.

A ideia é continuar com avaliações periódicas no decorrer dos meses para saber se os gestores dos municípios se mobilizaram para melhorar a qualidade da água.

"Faço um alerta aos administradores das cerca de 30% das cidades da região de Ribeirão que apresentaram índices altos e baixos", afirmou o presidente do conselho.

FOLHA DE S.PAULO - 2013-09-15 - 08:55:32


FOLHA DE S.PAULO
CIÊNCIA + SAÚDE
IBAMA
2013-09-15 08:43:50
ONGs apoiam reserva, mas atacam usina

Ambientalistas criticam projeto de hidrelétrica da Votorantim na divisa com PR, onde há cavernas e quilombolas. Empresa está prestes a conseguir licença para construir represa de Tijuco Alto, processo que se iniciou em 1989

DO ENVIADO A MIRACATU (SP)

A ação da Votorantim no rio Juquiá atraiu elogios de ONGS ambientalistas, e uma delas, a Conservação Internacional, está negociando uma parceria no projeto. As duas organizações mais atuantes no Vale do Ribeira, porém, criticam a intenção da empresa de construir uma hidrelétrica em Tijuco Alto, a oeste, na divisa com o Paraná.

"Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa", diz Márcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica. "O fato de eles estarem preservando essa área rica em diversidade é algo que deve ser valorizado e reconhecido. Mas em Tijuco Alto nós já nos posicionamos contra o projeto da usina, em razão do patrimônio cultural das comunidades que vivem lá e do o patrimônio espeleológico."

A existência de uma caverna na região, a Gruta do Rocha, e a presença de terras quilombolas demarcadas rio acima foram parte daquilo que atrasou o processo de licenciamento da usina, que se iniciou em 1989. Após concluir audiências públicas que convenceram moradores da região sobre benefícios do projeto (a contenção de enchentes na região) e de projetar uma obra de bloqueio para evitar inundar a caverna, a empresa aguarda agora uma resposta final do Ibama sobre o licenciamento.

As mudanças de projeto, porém, não persuadiram todos os ambientalistas.

"Aquela região tem um solo muito poroso, e ainda temos dúvida sobre se essa proteção é suficiente para não inundar a caverna", diz Nilto Tatto, coordenador do programa Vale do Ribeira no Instituto Socioambiental.

Lideranças quilombolas da região, além disso, questionam a legitimidade das audiências públicas.

Osvaldo dos Santos, representante quilombola no Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) mora no Quilombo de Porto Velho, perto da área de alagamento, e promete protestos caso o Ibama libere a usina. "A gente não abre mão de poder navegar aqui com as canoas", diz. Segundo Santos, o maior temor é o de que Tijuco Alto abra caminho para outras três usinas que o governo planeja conceder no Ribeira. (RG)

FOLHA DE S.PAULO - 2013-09-15 - 08:43:50


FOLHA DE S.PAULO
CIÊNCIA + SAÚDE
MEIO AMBIENTE
2013-09-15 08:42:19
Conservação de área privada em SP surpreende cientistas

Terra de usinas da Votorantim tem espécies raras como o macaco muriqui. Região a duas horas da capital estava fechada para expedições desde 1954; empresa criará reserva com Estado

Quando o ecólogo Ricardo Rodrigues visitou o entorno das hidrelétricas da Votorantim no rio Juquiá, duas horas a sudoeste de São Paulo, pensava que tudo o que havia para ver lá era uma vegetação já degradada, sem interesse de conservação. O que encontrou, porém, foi uma das áreas mais biodiversas de toda a mata atlântica.

Rodrigues, professor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, foi um dos primeiros biólogos a explorarem a região em mais de meio século. A área de 35 mil hectares, adquirida pelo empresário Antônio Ermírio de Moraes na década de 1950, estava fechada a expedições desde então.

Sua única função até hoje era proteger as nascentes na bacia do rio --sem elas, as represas das usinas ressecariam e não poderiam enviar energia para a fábrica da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), que a Votorantim mantém perto de Sorocaba.

"A empresa nos procurou para discutir o que fazer com a área, e a proposta inicial era promover o manejo sustentável de espécies nativas para aproveitamento econômico", conta Rodrigues.

Depois de o cientista fazer um levantamento da diversidade vegetal na região em abril com 25 alunos de pós-graduação, porém, a ideia mudou. "Agora, a prioridade é mesmo a conservação, e só uma parte deve ser voltada a manejo sustentável." A Votorantim já havia assinado no ano passado um protocolo de intenções perante o governo do Estado, prometendo transformar a área numa unidade de conservação particular.

O território, que deverá receber o nome de Reserva Votorantim, surpreendeu o grupo de Rodrigues, que coletou 2.000 amostras de plantas e já identificou mil espécies diferentes na região. Uma das plantas presentes é o palmito-juçara, hoje uma espécie em perigo em razão da exploração predatória.

Palmiteiros e caçadores têm mais dificuldade para entrar em áreas da empresa do que em parques estaduais, que não dispõem de vigilância eficaz. Qualquer um que tenta se aproximar das estradas que dão acesso às usinas a partir da BR-116 esbarra em portões com câmeras e seguranças que rondam o local periodicamente. Em áreas mais remotas da reserva, é mais difícil flagrar intrusos, mas a empresa está implementando agora monitoramento por satélite e poderá alertar a polícia inclusive em pontos de parques ao redor da região.

PROBLEMA E SOLUÇÃO

Antes de decidir transformar a área da bacia do rio-Juquiá em reserva particular, a empresa cogitou doar o território ao Estado. Esse já tinha sido o destino do Parque Jurupará, ao norte, que já pertenceu à Votorantim.

"Mas, afinal, imaginamos que, se doássemos a área, estaríamos entregando um problema para o Estado, não uma solução", diz David Canassa, gerente de sustentabilidade da empresa.

Otávio Carneiro de Rezende, presidente da Votorantim Energia, resume a questão de uma outra forma. "Onde não existe um grande grupo preservando uma área, ela se degrada", diz. "O único modo de preservar o ambiente é com dinheiro."

Para outros biólogos que visitaram a região no último ano, após a Votorantim ter aberto a área para atividade acadêmica, o destaque da nova reserva é sua posição.

Situada entre os parques no Vale do Ribeira e aqueles no litoral sul do Estado, ela é uma das últimas peças necessárias para interligar dois dois maiores fragmentos de mata atlântica do país e ampliar a maior área contínua de preservação do bioma.

Maurício Talebi, bioantropólogo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) especialista em macacos, diz ter certeza que a área é habitada pelo muriqui --o maior primata das Américas, também uma espécie em perigo.

Além de ser próxima ao Parque Estadual Carlos Botelho, que abriga a maior população do animal, a reserva da Votorantim tem as árvores em que o macaco dorme e se alimenta. "Garanto que achar esses bichos aqui é só questão de tempo", diz Talebi.

Apesar do entusiasmo com as atividades de pesquisa, a empresa mantém os planos de fazer na reserva manejo sustentável de palmito, viveiros de mudas e coletas de sementes para integrar a população local, onde for possível.

FOLHA DE S.PAULO - 2013-09-15 - 08:42:19


ESTADO DE MINAS
LUGAR CERTO
POLUIÇÃO
2013-09-15 08:41:46
Agentes despoluidoras

Estudos apontam plantas ornamentais que purificam o ar em ambientes fechados, deixando-os arejados e limpos

Transformar o gás carbônico em oxigênio, renovando o ar que respiramos, é a missão mais nobre e conhecida das plantas. Mas saibam que algumas espécies têm papel ainda maior. São também eficientes despoluidoras. Pesquisa feita pela Nasa, liderada pelo cientista Bill Wolverton, mostra que determinadas plantas eliminam cheiros e resíduos poluentes do ar e reduzem gases nocivos. As conclusões do pesquisador estão no livro Como criar ar puro (How to grow fresh air, da Penguin Books).

Tudo começou com a missão da Nasa de investigar quais plantas poderiam melhorar o ar que os astronautas respiravam dentro das cápsulas. Ao trazê-la para o dia a dia das pessoas comuns, elegeu-se uma lista com verdadeiras salva-vidas: espada-de-são-jorge, jiboia, crisântemo, hera, fênix, lírio-da-paz, dracena, samambaia, gérbera, areca, bambu, cheflera-grande, ráfis, comigo-ninguém-pode, antúrio…

Elas são aliadas para ambientes fechados e pouco arejados que sofrem poluição provocada por TV, computador, som, tintas, vernizes, substâncias usadas nos móveis, carpetes, adornos, objetos de plástico e fibras sintéticas, aglomerados de madeira, cigarro, velas, incensos, chaminés de lareira, produtos de limpeza, esmaltes, tratamentos de cabelo… A lista é extensa e tudo isso pode provocar dor de cabeça, irritação da pele, olhos, nariz e garganta, alergias, enfim, uma série de incômodos. Parte da solução está nas plantas: quanto mais, melhor para a saúde e para a beleza da decoração.

A paisagista Junia Lobo, com mais de 30 anos de experiência, lembra que as plantas não só despoluem, mas são importantes para a energia da casa e dos moradores e, “como diziam nossas avós, também espantam mau-olhado”. Para ela, é importante destacar também essa função. “Herança de informação. As plantas vão além, interferem no nosso espírito. Um ambiente com luminosidade, sol e ventilação tem efeito não só nas plantas, mas também nas pessoas. Se a planta não sobrevive, será difícil para os donos. A energia irradia para os dois. Por isso, é importante abrir as janelas e as portas para renovar o ar com chuva ou vento.”

SAUDÁVEIS Para usufruir de todos os benefícios das plantas depoluidoras, Junia Lobo lembra que elas só cumprem o objetivo esperado quando saudáveis. “Criar o ambiente adequado, irrigar e adubar a espécie escolhida é de nossa responsabilidade. Assim obteremos o resultado esperado.” Ela ensina que, no caso do lírio-da-paz, dracena e filodendro, num projeto de jardim de inverno que fez, preocupou-se com cobertura de vidro para permitir a entrada da luminosidade necessária para o desenvolvimento da vegetação. “Já no caso do cliente escolher palmeira-bambu, essa é uma espécie que deve ser plantada em recipiente adequado, prevendo a expansão das raízes e rápido crescimento. E se for espada-de-são-jorge e antúrio, o indicado é um recipiente com pouco volume de terra, que pode ser usado como adorno em cima de mobiliário”.

Vale ressaltar que o ideal é criar um conjunto de plantas para conseguir a filtragem ideal do ar. Nada como espalhá-las por todos os cômodos. Em casa ou no trabalho, o verde é sempre bem-vindo.

Produtos químicos
Formaldeído, benzeno, tricloroetileno, tetracloroetileno, xileno e tolueno são substâncias químicas presentes em diversos produtos de limpeza, cosméticos, corantes, pesticidas, solventes, líquidos para remoção de manchas e pinturas, diluentes, plásticos e fibras sintéticas, vernizes, borrachas, resinas e corantes.

ESTADO DE MINAS - 2013-09-15 - 08:41:46


ESTADO DE MINAS
GERAIS
MEIO AMBIENTE
2013-09-15 08:19:27
Racionamento já é realidade

Acuados pelo avanço da desertificação, que suga fontes de abastecimento, municípios do Noroeste de Minas decretam rodízio. reações oscilam entre a disputa e a solidariedade


Arinos, Dom Bosco e Urucuia – A prosa entre os vizinhos nos passeios e das janelas das casas da pacata Dom Bosco, cidade de 4 mil habitantes, a 532 quilômetros de Belo Horizonte, tem hora para acabar. “Comadre, tenho de ir embora, que já são quase cinco da tarde e a água vai chegar em casa. Tenho ainda uma trouxa de roupas para lavar”, diz a dona de casa Maria das Dores de Jesus, de 80 anos, para a amiga Maria dos Santos da Silveira, de 76. A falta de água na cidade chegou a um nível tão crítico nesta seca que os moradores foram submetidos ao rodízio, com horário estabelecido pela prefeitura para fornecimento em cada área. “Se a gente perde tempo, não consegue encher a caixa. Aí, fica sem ter como lavar roupa, aguar as plantas, fazer comida fresca. Isso quando a água que a gente espera não falta por dois, três dias”, conta Maria dos Santos.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Marcus Vinícius Pereira, a estiagem prolongada e os processos de desertificação em algumas áreas tornam as secas cada vez mais dramáticas na zona urbana de Dom Bosco, como tem ocorrido em algumas comunidades rurais de outros municípios do Noroeste de Minas. “É o efeito direto da degradação que matou nossas nascentes e que fez secar muitos riachos, inclusive o Ribeirão Gado Bravo, responsável pelo nosso abastecimento”, conta o secretário, que teve o decreto de situação de emergência reconhecido em 20 de agosto.

Pelas ruas de Dom Bosco dá para sentir que o clima mudou. Os jardins das casas estão ficando ressecados; a grama, quebradiça; as árvores, desfolhadas. Nos canteiros centrais e praças o calor é mais poderoso que as poucas horas em que a água chega para irrigar plantas. Só se salva quem tem poços artesianos. Alguns até chegam a ajudar os vizinhos, como ocorre com o supermercado da cidade e o posto de gasolina, que ainda recorrem ao encanamento municipal e precisam pedir socorro quando falta água.

Torneira seca à beira do manancial

Essa situação é ainda mais irritante para pessoas como a dona de casa Maria dos Santos, que mora a menos de 50 metros do Ribeirão Gado Bravo, que desde abril não passa de um modesto filete no fundo do leito. Os mais de quatro metros da calha hoje só servem para indicar como era caudaloso o curso d’água. “A gente aqui está boba de ver como foi que o ribeirão baixou tanto. E eu, que fico pertinho dele, não consigo água nem para mim. Lembro que há alguns anos, quando a chuva vingava mais tempo, o Gado Bravo passava por cima da ponte e entrava nas casas. Isso não acontece mais”, lembra.

Farta de ter de programar sua vida pelo cronograma do fornecimento de água, a dona de casa Maria da Consolação Pereira, de 51, diz que não se importaria de pagar a mais para que uma empresa como a Copasa assumisse o fornecimento. “O pior de tudo é que a água que está vindo para a gente chega com um pó preto que suja as roupas todas. Tem de encher a caixa-d’água que a gente pôs no terreiro e ainda esperar esse pó baixar. Preferia pagar mais e ter sempre água boa na torneira.”

O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente informa que um projeto de ampliação da captação para a cidade aguarda aprovação há três anos na Fundação Nacional de Saúde. Mas ele próprio considera a medida insuficiente para o futuro, se as nascentes continuarem a sumir.

Em Arinos, a 650 quilômetros de BH, as 40 famílias que vivem no distrito de Bom Jesus chegam a brigar por causa da água. “As cisternas estão vazias. Resta para eles o abastecimento por bombeamento, só que, quando se liga a bomba, a parte baixa fica sem água. Quando se desliga, é a de cima que fica sem. Assim, só metade da cidade consegue água por dia”, conta o secretário municipal de Agropecuária e Meio Ambiente, Joel Rodrigues Fonseca. “Não tenho mais idade para buscar água com lata na cabeça. No caminho sinto tonturas, fraqueza e até deito no chão”, conta a agricultora Juscelina Pereira de Souza, de 69, que precisa percorrer um quilômetro para encher seus baldes em um riacho que ainda corre.

Próximo ao Norte de Minas, Urucuia também sofre desabastecimento. Diante do problema, o Exército assumiu a distribuição, com seis caminhões-pipa que auxiliam um da prefeitura. A população reclama, já que a quantidade de água para cada família é limitada e os militares não atuam onde a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil trabalha.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas informou que acompanha a situação do Noroeste do estado e que, devido às fragilidades de disponibilidade hídrica e degradação ambiental, desde 2004 as políticas de outorga de água e licenciamento de atividades de impacto na região seguem as mesmas normas do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha.

Apesar disso, a região ainda não foi incluída nos programas de combate à desertificação estadual (PAE/MG) ou nacional (PAN). A Copasa informou que detém contrato de fornecimento de água para oito das 19 cidades do Noroeste de Minas e que esses municípios estão incluídos no Programa Água da Gente, que tem investimento total no estado de R$ 160 milhões e ampliará a distribuição até 2016.

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“Não tenho mais idade para buscar água com lata na cabeça. No caminho sinto tonturas, fraqueza e até deito no chão”

Juscelina de Souza, agricultora e moradora de Arinos

A água esverdeada e parada que empoçou no fundo lamacento da nascente é o que sobrou para a família do pecuarista Antônio Marcos Pinto da Cunha, de 63 anos, dividir com o rebanho da fazenda em Arinos. As outras duas minas secaram, ainda em junho. “Se a chuva não vier até o fim deste setembro, não sei de onde vamos tirar água”, disse. A mangueira usada para captação tem de ser reposicionada todas as vezes que o gado se aglomera nas margens e disputa espaço para matar a sede.


Encroado na espiga

Espigas em plantações extensas, de perder de vista, definham nos pés que não evoluíram em Garapuava, distrito de Unaí. Para os agrônomos, a culpa é das décadas de desmatamentos, incêndios e erosões, associadas à falta de chuvas e calor intenso. Os pés de milho e de sorgo só podem ser aproveitados como palhada para outra tentativa de plantio.

15%

É o índice de umidade que algumas áreas do Noroeste atingem durante a seca. O patamar é comparável ao dos desertos, que é quatro vezes menor do que a média considerada saudável pela ONU

ESTADO DE MINAS - 2013-09-15 - 08:19:27


ESTADO DE MINAS
GERAIS
RECURSOS HÍDRICOS
2013-09-15 08:18:01
O homem que viu a seca chegando

Aos 84 anos, morador de Bonfinópolis assistiu a dois córregos secarem e à exaustão da mina que servia a comunidade: castigo por anos de fogo e de agropecuária predatória

Bonfinópolis de Minas e Buritis – Da janela do barracão de tijolos artesanais, o lavrador José Nicolau dos Santos, de 84 anos, viu muita coisa mudar desde a época em que trabalhava duro nas plantações e lidava com o gado em Bonfinópolis de Minas, no Noroeste do estado. Perto de sua casa corriam o Córrego da Viúva e o Riacho do Boqueirão, que eram usados para irrigar hortas de cebola, alface, couve e abóbora. Água de beber era encanada de uma fonte cristalina que brotava na serra próxima. Mas, de alguns anos para cá, as coisas mudaram drasticamente para sua família, como tem ocorrido em toda a região. “Nunca vi tanta peleja. O Boqueirão e o Viúva estão secando fora das águas (do período chuvoso). Muita terra não presta para mais nada. A mina da serra se acabou. Meu filho e a mulher dele trazem água para a gente beber indo de trator à fazenda do patrão (a 12 quilômetros de distância)”, conta José Nicolau.

O testemunho do lavrador mostra como a seca tem se intensificado e, pior do que isso, tem acelerado processos de desertificação em parte dos 19 municípios do Noroeste de Minas, como a equipe de reportagem do Estado de Minas pôde constatar em Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Dom Bosco, Formoso e Urucuia. Os motivos variam, de acordo com especialistas, que destacam entre os responsáveis a pecuária predatória, o desmatamento, a produção de carvão e o plantio de monoculturas sem cuidados com a conservação do solo.

“A região toda está sofrendo com a degradação dos terrenos e a falta de chuvas. A seca, que durava de maio a setembro, se ampliou e nos últimos anos tem ido de março a outubro. Há ondas de calor e sequências de mais de 30 dias com temperatura acima de 40 graus. Uma situação que lembra mais o semiárido”, afirma o gerente regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), Manuel Faria Duque Filho. “Isso tudo poderia ter sido evitado se os produtores rurais tivessem se precavido há décadas. Se não usassem fogo para limpar pastos. Se fizessem terraços para segurar a água no terreno e conter a erosão. Mas o que fizeram foi exaurir as terras e depois abandoná-las quando não serviam mais”, acrescenta o engenheiro-agrônomo e coordenador do Comitê de Bacias Hidrográficas (CBH) do Rio Urucuia, Julio Ayala.

HERANÇA MALDITA DO
ÚLTIMO GRANDE INCÊNDIO

A avaliação dos técnicos encontra amparo na explicação de agricultores simples, mas que viveram por décadas nas fazendas do Noroeste, como o calejado lavrador José Nicolau. Sua cidade, Bonfinópolis, a 560 quilômetros de Belo Horizonte, teve o decreto de estado de emergência devido à estiagem reconhecido na segunda-feira pelo Estado. “Não chove mais como antigamente. Estamos pagando pelo fogo que tocamos no cerrado para formar pasto. A água da serra que a gente bebia minguou. Isso foi depois de um incêndio (em 2008). Veio até avião (helicóptero) para apagar”, lembra o homem de 84 anos. O sítio onde o agricultor aposentado vive com a família, de acordo com o mapeamento feito pelos agrônomos da CBH do Rio Urucuia, fica em uma das partes mais degradadas do município, perto da Rodovia MG-181. Em volta do terreno, entre o cerrado estorricado por incêndios e as pastagens abandonadas, pelo menos cinco áreas intercaladas sofrem avançado processo de desertificação e começam a se fundir em um vasto cenário desolado.

Somadas, as terras em avançada degradação em Bonfinópolis chegam a 9,3 quilômetros quadrados, o que representa seis vezes a extensão do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, ou três vezes o Parque das Mangabeiras, em BH. Nelas, o solo sofreu erosão tão intensa que algumas nascentes desapareceram, deixando para trás apenas o rastro de um curso encascalhado, serpenteando entre encostas onde as margens ficaram esculpidas na rocha. O chão é tão duro que nada consegue brotar.

Do carvão ao deserto,
uma série de agressões

Em Buritis – terra batizada pela planta que nasce nas veredas ricas em água –, onde o coordenador de Meio Ambiente da prefeitura, Dadiane Amaral, tenta conter a degradação provocada pelo manejo predatório do solo e por estradas abertas sem os devidos cuidados, áreas em franco processo de desertificação servem de alerta aos produtores rurais. Na comunidade de Santa Maria estão as mais degradadas, onde o processo se espalha por oito terrenos que somam 30 quilômetros quadrados. Para ter uma ideia da área envolvida, a medida é a mesma do lago formado em 2006 com o represamento do Rio Doce para a Usina Hidrelétrica de Aimorés, que deixou debaixo d’água 265 casas da cidade de Itueta, 247 de Resplendor e 70 propriedades rurais.

O cenário lembra a devastação provocada por um bombardeio militar. No solo endurecido e ocre não nasce planta alguma. Árvores mortas, sem folhas, ressecadas e ainda presas ao solo, apodrecem como últimas testemunhas da mata de cerrado que não resistiu à voracidade do homem. “Aqui o que ocorreu foi o desmate por anos seguidos do cerrado para fazer carvão. Depois, foram feitos incêndios para formar pasto com capins exóticos, que quando pegam fogo geram uma energia muito maior do que a vegetação nativa e assim empobrecem o solo. Então, para terminar, introduziram o gado, que foi compactando o solo e arrancando a vegetação”, indica o agrônomo Julio Ayala. “Depois que a chuva veio, levou embora a camada primária do solo, que é onde as plantas conseguem nutrientes. Sobrou apenas a camada secundária, que é muito pobre. Se continuar assim, em pouco tempo a região chegará à camada terciária, onde só há rochas”, alerta.

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“Isso tudo poderia ter sido evitado se os produtores rurais tivessem se precavido há décadas. Mas o que fizeramfoi exaurir as terras e depois abandoná-las quando não serviam mais”

JULIO AYALA, coordenador do Comitê de Bacia do Rio Urucuia

Gado sedento


O gado magro remexendo a vegetação seca é cena típica do semiárido. Mas a seca que o Noroeste de Minas atravessa também gerou rebanhos esquálidos e famintos. Em Arinos, 6.500 cabeças morreram em 2012. “Neste ano, os produtores venderam boa parte do gado que tinham, para não ficar no prejuízo. Mas um boi que valeria R$ 1.500 está custando até R$ 800 por aqui”, afirma o secretário municipal de Agropecuária, Joel Fonseca (foto).

Abandono
Foram seis meses perfurando o solo em busca de água para começar a plantação. Depois de várias tentativas frustradas, o lavrador Antônio Gomes do Nascimento (acima), de Dom Bosco, a 532 quilômetros de BH, já observa a sonda que atinge até 70 metros de profundidade com olhos descrentes. “Ia plantar em parceria com o dono da terra. Não posso mais esperar, porque tenho que sustentar minha família. Vou procurar emprego no comércio”, lamentou.

68,4%
das cidades do Noroeste precisarão ampliar seus sistemas de captação de água até 2015 ou enfrentarão desabastecimento

ESTADO DE MINAS - 2013-09-15 - 08:18:01


ESTADO DE MINAS
GERAIS
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS
2013-09-15 08:15:04
A nova fronteira da sede

Viajando 3 mil quilômetros entre nascentes secas, rios sugados pela terra, cidades com água racionada e cerrado dizimado, EM mostra como a desertificação impulsionada pela exploração sem critérios engoliu terras antes tidas como férteis no Noroeste de Minas

Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Dom Bosco, Formoso e Urucuia – Do chão alaranjado e duro não brota mais nem mato. O que desponta do solo – restos de troncos retorcidos e podres, que lembram lápides em um cemitério árido – são os últimos vestígios da mata de cerrado. As chuvas, que irrigavam a terra durante um período de seis meses no passado, já não gotejam por mais do que quatro meses. Nascentes morreram, córregos se tornaram intermitentes e a escassez de água seguiu seu curso atingindo os meios rural e urbano. Mas o cenário não fica no semiárido Norte de Minas, onde a seca já é parte da vida do sertanejo. Por incrível que pareça, o terreno estéril pertence ao Noroeste, região ainda considerada um dos celeiros do estado, por ser a maior produtora de grãos de Minas. A área desolada descrita acima, em Buritis, a 750 quilômetros da capital mineira, é apenas uma amostra dos 180 mil hectares de terras que já foram férteis, mas que, de acordo com especialistas, por causa de mudanças climáticas e do manejo não sustentável, entraram em processo de desertificação, espalhando a mancha da sede pelo mapa mineiro. É como se uma área equivalente a cinco vezes e meia a extensão de Belo Horizonte se tornasse incapaz de sustentar a vida.

Por uma semana, a equipe de reportagem do Estado de Minas percorreu cerca de 3 mil quilômetros, distância semelhante a uma viagem entre o Rio de Janeiro e Belém do Pará, para mostrar como o Noroeste mineiro vem se transformando em nova fronteira da sede. A escassez de água e a desertificação têm caminhado juntas entre os 19 municípios da região. Enxotados pela aridez, produtores vivem o drama de ter de abandonar terras degradadas, enquanto cidades inteiras sofrem com o racionamento de água, o gado morre, nascentes secam, cursos d’água são sugados pela terra sedenta e o cerrado vai ganhando aspecto de semiárido.

Pelo mapeamento por imagens de satélite no computador, o coordenador do Comitê de Bacias Hidrográficas (CBH) do Rio Urucuia, Julio Ayala, aponta a expansão de terrenos arenosos, pedregosos e estéreis em áreas onde há décadas se destacavam grandes polígonos verdes de monoculturas como soja, milho e feijão. “Dentro da Bacia do Rio Urucuia temos 600 mil hectares nos quais a produção não é sustentável e degrada o solo com o tempo. Desses, pelo menos 30% (180 mil hectares) já sofrem algum estágio de desertificação”, atesta Ayala, engenheiro-agrônomo e consultor do comitê que propõe e fiscaliza as políticas hídricas em um dos dois rios mais importantes da região – o outro é o Rio Paracatu.

Segundo o professor de geografia física da USP José Bueno Conti, que tem livre-docência em desertificação em áreas tropicais, o Noroeste de Minas está na periferia do semiárido e é uma região classificada como subúmida. Esses dois tipos de clima são os mais propensos à desertificação. “Verificamos naquela região um período de estiagem estendido e severo. Quando há prolongamento da seca por dois ou três anos, como vem ocorrendo, os sistemas hidrológicos e geológicos (solos) e todo o ecossistema podem entrar em colapso e desencadear o processo de desertificação”, explica.

mais grave do que
na área da sudene


Entre 2003 e 2011, a média de decretos de estado de emergência devido à estiagem no Noroeste de Minas era de três por ano. No ano passado a quantidade mais que dobrou, chegando a sete. De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), 68,4% das cidades do Noroeste precisarão ampliar seus sistemas de captação de água até 2015 ou enfrentarão desabastecimento. O índice é pior do que o registrado pelos municípios da área mineira da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), 64,8% dos quais serão obrigados a aumentar a capacidade de produção hídrica nos próximos dois anos.

Apesar disso, como o Noroeste de Minas não se encontra na área formal do semiárido brasileiro, os municípios não têm acesso a incentivos garantidos às prefeituras integrantes da área da Sudene, nem aos projetos do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN) ou à sua versão estadual, o PAE/MG.

Mas engana-se quem pensa que o avanço da desertificação tem impactos apenas sobre esses municípios. As consequências vão muito além. “Esse processo tem impactos em sistemas mais abrangentes e complexos, como no assoreamento do Rio São Francisco”, alerta o coordenador do CBH do Rio Urucuia, Julio Ayala.

O Urucuia, junto com o Paracatu e o Rio das Velhas, compõe a lista dos principais afluentes do Velho Chico. Quando chove na área da bacia em processo de desertificação, a água corre diretamente para os cursos d’água, carreando detritos e assoreando os leitos. Se tivesse sido retida pela vegetação, a chuva penetraria lentamente no solo e recarregaria os lençóis freáticos ou aquíferos. Esses reservatórios subterrâneos, quando cheios, liberam o conteúdo aos poucos, permitindo que córregos e ribeirões corram durante a seca e mantendo a região úmida e com evaporação diária. “A água que não penetra no solo sai do sistema. Não forma mais chuvas naquela região. Por isso ocorre a seca, a diminuição dos meses de chuvas e da intensidade das precipitações”, aponta Ayala.

ESTADO DE MINAS - 2013-09-15 - 08:15:04


O ESTADO DE SÃO PAULO
ECONOMIA
DESMATAMENTO
2013-09-15 08:08:23
SISTEMA VAI ALERTARSOBRE OCORRÊNCIAS

Com softwares de gerenciamento de dados geográficos, monitoramento terá mais exatidão

SÃO FÉLIX DO XINGU

Desde o mês passado, São Félix do Xingu ganhou uma ferramenta qu poderá deixar mais claro o modo como o desmatamento tem avança no município. Lançado no fim de agosto, o Observatório Ambiental promete dar mais exatidão ao monitoramento ambiental, com softwares mais modernos de gerenciamento de dados geográficos. Segundo os responsáveis, o observatório vai possibilitara produção de boletins periódicos que indicarão desde novos locais para o cadastramento de erras até a tendência de corrência do desmatamento na região. “O sistema vai abastecer São Félix de ferramentas espaciais, de tecnologia da informação e de comunicação para o monitoramento e o controle do desmatamento ilegal em escala municipal”, afirma Bruno Kono, secretário municipal de Meio Ambiente. “Vai auxiliar ainda na definição de políticas públicas, no planejamento de estradas, pontes, escolas, enfim, nas definições estratégicas do município.” Pecuária. Uma equipe de técnicos está sendo capacitada para trabalhar em período integral na prefeitura para emitir alertas em caso de desmatamentos e focos de queimadas irregulares – mesmo comas medidas para combater o problema, a expansão da pecuária ainda pressiona o meio ambiente local. Um dos objetivos das políticas locais é elevar a produtividade dos rebanhos para 2,5 cabeças de gado por hectare – atualmente, esta proporção é de cerca de 0,8. / B.D.

O ESTADO DE SÃO PAULO - 2013-09-15 - 08:08:23


AGÊNCIA BRASIL
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IBAMA
2013-09-15 08:02:14
Ibama intensifica fiscalização para combater desmatamento ilegal na Amazônia

Brasília – Mais de 1,5 mil agentes ambientais e militares do Exército estão atuando na Amazônia Legal para combater o desmatamento ilegal.

14/09/2013 - 9h57

As equipes contam com seis helicópteros e mais de 100 veículos adaptados para apoiar as operações Onda Verde e Hileia Pátria, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os primeiros resultados foram o embargo de 252 mil hectares e a apreensão de 117 mil metros cúbicos de madeira serrada e 68 mil de metros cúbicos de madeira em tora. Também foram emitidos 4 mil autos de infração, com multas que chegam a R$ 1,9 bilhão, e apreendidos 158 tratores, 86 caminhões, 291 motosserras e 44 armas de fogo.

De caráter preventivo, a Operação Onda Verde começou em fevereiro e tem seis frentes atuando centradas em áreas críticas, que respondiam por mais de 70% do desmatamento da Floresta Amazônica. Os fiscais ambientais estão concentrados no norte de Rondônia, nas imediações da capital, Porto Velho, e no sul do Amazonas, no eixo da Transamazônica, em que os alertas de desmatamento e de degradação são provocados por pressão da agropecuária, da grilagem e de assentamentos.

Com duração prevista até o fim do ano, a Onda Verde tem ainda duas bases em Mato Grosso, nos municípios de Sinop e Juína, com grande influência da agropecuária, e três bases no Pará, em Novo Progresso, onde se concentram os casos de grilagem e pecuária, e em Anapu e Uruará, com grande pressão da pecuária e dos assentamentos.

Em maio, foi incorporada uma nova frente de trabalho, a Hileia Pátria, que tem apoio logístico e de inteligência do Exército e atuação mais repressiva, para coibir a extração ilegal de madeira em terras indígenas e unidades de conservação. No Maranhão, agentes ambientais estão percorrendo as áreas indígenas de Alto Turiaçu, Awá, Caru e Arariboia, além da Reserva Biológica do Gurupi. Eles fecharam 27 serrarias, o que resultou na apreensão de 4 mil metros cúbicos de madeira beneficiada e em toras. As multas aplicadas até o momento chegam a quase R$ 4,5 milhões.

A Hileia Pátria tem ações também em Rondônia, no Pará, no Amazonas e em Mato Grosso. “Observamos em várias situações a tentativa de burlar a fiscalização com camuflagem de equipamentos com tratores pintados de verde e escondidos no meio da floresta”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt.

Na terça-feira (10), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Ibama informaram que o número de alertas sobre desmatamento e degradação da Floresta Amazônica aumentou 35% entre agosto de 2012 e julho de 2013, na comparação com igual período anterior. As imagens de satélite do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) orientam as equipes ambientais onde há concentração de alertas para que a fiscalização se intensifique nesses locais.

Segundo Schmitt, o aumento de alertas está relacionado à degradação por uso do fogo e por exploração seletiva da madeira. “O papel da fiscalização ambiental é fazer com que as áreas degradadas não sejam convertidas em corte raso [remoção total da floresta nativa em uma área] e que não exista uma atividade produtiva ilegal nessas áreas”.

Schmitt ressaltou que há uma mudança na dinâmica do crime ambiental, já que “o infrator não se arrisca mais a fazer o corte raso imediatamente”, por causa do trabalho dos fiscais e do monitoramento diário dos satélites. “O infrator primeiro começa fazendo uma degradação pelo fogo, mas o Ibama consegue interferir nesse processo antes que se converta em desmatamento ilegal.”

Edição: Nádia Franco
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

AGÊNCIA BRASIL - 2013-09-15 - 08:02:14


AGÊNCIA BRASIL
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LICENCIAMENTO AMBIENTAL
2013-09-15 08:00:51
Conama aprova licenciamento ambiental para aquicultura

Brasília – O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou, na semana passada, novas diretrizes nacionais que alteram a Resolução 413/2009, tornando mais simplificado e rápido o licenciamento ambiental para empreendimentos aquícolas (cultivo de peixes de água doce e salgada).

14/09/2013 - 10h26

A expectativa é que a nova resolução seja publicada no Diário Oficial da União ainda neste mês. Publicada, entra em vigor automaticamente.

A previsão do Ministério da Pesca e Aquicultura é que o licenciamento de parques aquícolas, que poderia demorar até seis anos, seja viabilizado em até três meses. “A resolução deixa mais ágil o processo de licenciamento pelo fato de trabalhar com uma licença única. Antes eram necessárias as licenças prévia, de instalação e de operação. Todos os órgãos ambientais estaduais deverão atender à nova resolução, alicerçada na preservação da biodiversidade e na proteção sanitária para as espécies cultivadas”, explicou a secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Maria Fernanda Nince.

Atualmente, o licenciamento para a aquicultura em águas de domínio da União é feito pelos órgãos estaduais com critérios e procedimentos diversos. Eles são definidos por legislação local, o que pode resultar em tratamento desigual a produtores de uma mesma atividade.

Entre os critérios para a concessão da licença simplificada está o uso de espécie autóctone (natural da região). Também poderá ser usada espécie alóctone (não originária da região), desde que sejam apresentadas medidas de mitigação de possíveis impactos. A nova resolução prevê ainda a apresentação de anteprojeto técnico do empreendimento aquícola bem como estudo ambiental e programa de monitoramento da área.

De acordo com Maria Fernanda, o setor será impulsionado com a nova medida, já que haverá mais agilidade na licitação de empreendimentos aquícolas. Atualmente, estão abertos editais para áreas em parques aquícolas em Goiás, Mato Grosso, no Tocantins, em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco, na Bahia, no Paraná e no Rio de Janeiro. “A licitação será nas modalidades onerosa, para o grande produtor, e social, voltada para o pequeno produtor”, disse a secretária.

No Brasil, a aquicultura já responde por 40% de toda a produção de 1,3 milhão de toneladas de pescado por ano. Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a atividade gera um PIB (Produto Interno Bruto) pesqueiro de R$ 5 bilhões, mobiliza 800 mil profissionais e proporciona 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos. A meta do ministério é que, em 2030, o Brasil torne-se um dos maiores produtores do mundo, com 20 milhões de toneladas de pescado por ano.

Edição: Nádia Franco
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir o material é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

AGÊNCIA BRASIL - 2013-09-15 - 08:00:51


JORNAL O GLOBO
PROJETOS DE MARKETING
POLUIÇÃO
2013-09-15 08:00:46
Complexo Lagunar já apresenta sinais de recuperação

Ao vencer a disputa para ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o país assumiu diversos compromissos ambientais junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Um deles é a implantação de sistemas completos de esgotamento sanitário em toda a região. Faltando três anos para o início dos jogos, o Programa de Saneamento da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá (PSBJ) já está entrando na reta final: 85% da Barra, 70% do Recreio dos Bandeirantes e 60% da Baixada de Jacarepaguá já estão saneados. Os números refletem um salto na qualidade de vida no tocante à infraestrutura de saneamento e água no período de seis anos. De acordo com dados do Instituto Lagoa Viva, siris, carapicus, pescadas, robaletes e camarões, além de algumas aves, como o colheiro, estão começando a retornar ao Complexo Lagunar. “O nível de poluição já se comparava ao canal do mangue e a mortandade de peixes e siris era recorrente. Com as obras, o processo está se revertendo”, diz Donato Veloso, do Lagoa Viva. O pesquisador David Zee vai além: “Nos hospitais públicos de regiões com déficit de redes coletoras de esgoto, mais de 50% dos atendimentos pediátricos é de doenças ligadas à falta de saneamento. Então, quando olhamos os números atuais da região da Barra, podemos concluir que os indicadores de saúde estão melhorando”. Até 2007, praticamente 100% dos resíduos produzidos na região ainda eram lançados nos rios e canais, chegando in natura no sistema lagunar, que compreende as Lagoas da Tijuca, Jacarepaguá, Marapendi e Camorim. Com a inauguração do Emissário Submarino da Barra, em 2007, dois anos antes da escolha do Rio como sede olímpica dos jogos, teve início o resgate de uma dívida ambiental de 40 anos. Até janeiro deste ano, os moradores da região foram contemplados também com a Estação de Tratamento de Esgotos da Barra da Tijuca e 22 grandes Estações Elevatórias de Esgoto. A interligação com estas elevatórias de quase todos imóveis da orla da Barra, de grande parte do Recreio e de parte da Baixada de Jacarepaguá foi feita, tratando os resíduos e dando destino adequado através do Emissário Submarino. Em execução, há ainda a implantação de quatro Sistemas de Esgotamento, incluindo o do Eixo Olímpico (Avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende), onde estarão concentradas as principais atividades Olímpicas.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 08:00:46


JORNAL O GLOBO
PROJETOS DE MARKETING
POLUIÇÃO
2013-09-15 08:00:01
Mais de R$ 1,5 bilhão investido em obras

O ano era 1998 e a falta de água e de saneamento eram os principais problemas da Barra da Tijuca.

Refém dos carros-pipa, um grupo de moradores do entorno da Ponte Lúcio Costa saiu às ruas para protestar com pinicos na cabeça. “Naquela época eu já estava cansado de brigar por obras de infraestrutura. Chegamos a comprar os tubos e dar para as autoridades públicas fazerem as obras. Mas não adiantou, porque a população crescia a uma velocidade muito acima de obras pontuais”, conta Delair Dumbrosk, presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca. Relembrando o passado, Delair diz não precisar mais “usar pinicos para protestar”, pois há esperança de que, no futuro, a placa instalada na entrada da Barra seja: Sorria! Aqui tem lagoas limpas. Esta esperança vem da realidade do presente: de 2007 a 2013, a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), com recursos do governo do estado e do Fecam, concluiu na região que abrange Barra, Recreio e Jacarepaguá uma série de obras de saneamento, além do investimento que está sendo feito na ampliação do abastecimento de água. Somente na Barra, o percentual de esgoto tratado já é de 85%, devendo chegar a 100% até 2015. Nos últimos seis anos, mais de R$ 1,5 bilhão foi investido pela Cedae em toda a região, com apoio do governo do estado. Parcerias feitas com a iniciativa privada, com a Secretaria Estadual do Ambiente e com instituições representativas de moradores ajudaram a tirar parte dos projetos do papel e o compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI), de despoluir as lagoas até 2016, impulsionou ainda mais o ritmo das obras. Este novo cenário já está impactando positivamente na qualidade de vida do carioca. O forte odor vindo da Lagoa de Marapendi já não é constante e algumas espécies de peixes e aves, expulsos do Complexo Lagunar pela poluição, já começam a voltar, ainda que timidamente. Mas para o futuro imaginado por Delair chegar, ainda há um caminho a percorrer. Donato Veloso, presidente do Instituto Lagoa Viva, diz que “a Cedae está fazendo bastante”, mas cobra de toda a sociedade: ”É preciso envolvimento de todos para atacar a origem, fazendo um trabalho permanente de saneamento e educação em todas as comunidades carentes”.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 08:00:01


JORNAL O GLOBO
RIO
POLUIÇÃO
2013-09-15 07:58:55
Ônibus a hidrogênio pode ser alternativa para reduzir poluição

Modelo da Coppe substitui veículo tradicional, mas não será usado na Copa

Diariamente, 17 mil ônibus circulam pela Região Metropolitana do Rio. No fim deste ano, esses barulhentos veículos terão emitido nada menos do que 1,7 milhão de toneladas de carbono na atmosfera. O que significa mais poluição e mais gastos em saúde. Embora já exista tecnologia alternativa, as discussões sobre a necessidade de “limpar” a matriz energética do transporte no Rio não avançam. Apresentado há um ano na Rio+20, o ônibus movido a hidrogênio e energia elétrica do Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ continua na garagem da Ilha do Fundão. Não dá mais tempo de os cariocas pegarem carona na nova tecnologia para a Copa, conforme chegou a ser anunciado pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor-RJ). Para o coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Coppe, Paulo Emílio de Miranda, há sim a possibilidade de o Rio substituir a frota movida a diesel por tecnologia 100% nacional. Mas ele observa que há ainda muita resistência dos empresários, que se assustam com alto custo inicial do novo modelo. Há ainda outras barreiras, como o desenvolvimento de estações de abastecimento de hidrogênio e a qualificação de mão de obra.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:58:55


JORNAL O GLOBO
NITERÓI
MEIO AMBIENTE
2013-09-15 07:56:55
Área de antiga aldeia será desapropriada

Chefe do Parque da Serra da Tiririca diz que terreno em Camboinhas é protegido. Donos foram notificados

Dois meses após a saída dos índios guaranis de uma área na Praia de Camboinhas, o chefe do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), Fernando Matias, afirma que o terreno é Área de Proteção Integral Ambiental e será desapropriado pelo governo estadual. Matias quer afastar os boatos que tomaram as redes sociais e as denúncias que chegaram à Comissão de Meio Ambiente da Câmara, dando conta de que o local, agora repleto de entulho e lixo, seria abandonado para dar lugar a um empreendimento imobiliário da construtora Wrobel, proprietária daquela faixa de terra. Ele afirma ainda que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) enviou à empresa uma notificação, informando que é proibida qualquer alteração ambiental ali. — Ninguém pode mover uma pedra naquele terreno, que é não edificante e está protegido por um decreto estadual. Se algo for construído, deve ser feito pelo governo estadual e precisa ter um fim para uso público e um enfoque social — afirma Matias, que também é biólogo. Em 2008, um decreto do governador Sérgio Cabral incluiu no parque as áreas de banhado às margens da Lagoa de Itaipu, assim como a Duna Pequena, onde ficava a aldeia indígena, a Duna Grande e o Morro das Andorinhas, todos em Itaipu. No entanto, como o terreno da aldeia era uma propriedade particular, o estado recorrerá à desapropriação para que não haja contestação judicial do uso. A reportagem entrou em contato com a construtora Wrobel na quinta e na sexta-feira. No entanto, os responsáveis pela empresa não retornaram os telefonemas.

USO DA ÁREA EM DISCUSSÃO

Fernando Matias revelou que foi pego de surpresa com a saída dos índios, já que a administração do parque pretendia construir naquele terreno um centro cultural. No entanto, com a mudança dos guaranis, ganha força a proposta de construção de uma base de esportes náuticos. — Pensamos no centro cultural antes de os índios saírem. Agora, temos mais possibilidades de uso para este local e vamos estudar a melhor alternativa — disse o chefe do Peset. Apesar disso, Matias deixa escapar que o plano de manejo do parque, uma espécie de manual que define as regras de uso da reserva e que está em fase de elaboração, reconhece a antiga aldeia, além das dunas de Itaipu, como áreas de valor histórico-cultural: — Há anos está comprovada a existência de sítios arqueológicos e sambaquis (cemitérios indígenas) naquela região. A aldeia ocupou o terreno em Camboinhas por sete anos, marcados por convivência conflituosa com a vizinhança. O estopim foi um incêndio em 2008, que, segundo os indígenas, teria sido criminoso para forçar a expulsão da tribo. Em junho, os índios se mudaram para uma outra área privada de 93 hectares, no distrito de São José do Imbassaí, em Maricá. Proprietária do terreno, a IDB Brasil classifica a ocupação como invasão, uma vez que tem documentação legal do terreno e jamais foi notificada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que tenta viabilizar a regularização fundiária da área. No ano passado, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, já havia oferecido aos índios três áreas públicas, nos bairros de Bambuí, Ponta Negra e Caxito.

“Ninguém pode mover uma pedra naquele terreno, que é não edificante e está protegido por um decreto estadual”
Fernando Matias - Chefe do Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset)

JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:56:55


JORNAL O GLOBO
NITERÓI
FLORESTAS
2013-09-15 07:54:35
Projeto recupera vegetação nativa das praias

Município investe verba de medidas compensatórias em áreas de restinga de Itaipu, Camboinhas e até de Icaraí

A Secretaria municipal de Meio Ambiente começa esta semana a plantar mudas de restinga nas areias da Praia de Icaraí. A vegetação nativa será posta, em sua maior parte, na altura da Rua Joaquim Távora. Mês que vem começa o trabalho de recuperação de áreas de restinga em São Francisco, Itaipu e Charitas. O projeto, intitulado “Agora restinga”, foi iniciado mês passado em Camboinhas. E deve chegar a Piratininga em novembro. O secretário de Meio Ambiente, Daniel Marques, explica que a importância da restinga vai muito além do paisagismo e da atração de fauna. — Essa vegetação nativa compacta a areia e serve como proteção natural contra ressacas, o que pode ajudar a evitar a destruição do calçadão das praias, como ocorreu nos últimos anos em Piratininga. Do mesmo modo, a restinga deve ajudar a reduzir a imensa quantidade de areia que em dias de ventania invade a pista e o calçadão de São Francisco e Charitas — explica o secretário, um dos idealizadores da iniciativa. O orçamento do projeto atualmente está na casa dos R$ 400 mil, mas ainda pode crescer, já que a verba vem do Fundo Municipal de Conservação Ambiental. Este, por sua vez, recebe aportes de empresas autuadas pela prefeitura por impactarem o meio ambiente, como medida compensatória, como prevê o Código Municipal de Meio Ambiente. Um destes exemplos foi a Igreja de Itaipu, multada em R$ 10 mil em julho por cortar mais de 300 árvores nos fundos do seu terreno, onde abrigou peregrinos durante a Jornada Mundial da Juventude. — Além de fazer o pagamento, a igreja teve de firmar um termo de compromisso ambiental. No documento, ela se compromete a fazer o plantio da restinga da Praia de Itaipu, além de recuperar a área degradada, replantando todas as árvores do espaço — afirma Daniel Marques. Parado desde novembro do ano passado, o projeto de recuperação da restinga de Itacoatiara será retomado por meio de uma parceria da prefeitura e da Sociedade de Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami). Iniciada em 2006, a ação tinha sido impedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que teria encontrado irregularidades no manejo das espécies. De acordo com Daniel Marques, o município promoverá ainda este mês um mutirão junto com os moradores do bairro para fazer a poda da restinga, além da retirada de espécies invasoras, como amendoeiras.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:54:35


JORNAL O GLOBO
PROJETOS DE MARKETING
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
2013-09-15 07:53:05
Abastecer, sanear e educar: os desafios olímpicos

Executado pela Cedae, em parceria com a Secretaria Estadual do Ambiente com recursos do Fecam, o Programa de Saneamento da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá está projetado para o horizonte de 30 anos no que se refere à coleta, tratamento e destinação final de esgoto, com uma capacidade instalada para atender o desenvolvimento urbano da região pelos próximos decênios.

Contempla também áreas que vêm apresentando rápido crescimento de comunidades carentes, como no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Em 2011, a Cedae concluiu ali as obras de saneamento do Canal das Tachas e de esgotamento sanitário da comunidade, onde o número de clientes conectados à Companhia, naquele bairro, subiu 70% (3.200 residências). A capacidade do sistema é para receber o esgoto de cerca de 130 mil habitantes e o objetivo é a despoluição do Canal das Tachas, evitando que o esgoto produzido pela comunidade seja lançado em suas águas. Nesta região, a cobertura da rede de esgotamento sanitário da Cedae já passa de 90%. No mesmo ano entrou em operação uma estação elevatória de esgotos em outra comunidade, a de Rio das Pedras. Para Paulo Bittencourt, fundador da Ouvidoria da Barra, no entanto, é necessário que, além do saneamento, haja também um intenso trabalho de educação ambiental junto às comunidades. “As obras de saneamento feitas e em curso são importantíssimas. Mas o crescimento urbano desordenado ocorre em uma velocidade que obra alguma consegue competir. O compromisso olímpico é com uma solução e esta passa pela educação” – avalia. O crescimento acelerado, aliado ao antigo problema de abastecimento da região, impulsionou também outro projeto: o da ampliação do abastecimento de água. Para garantir um fornecimento da água constante e suficiente pelos próximos 25 anos, um novo sistema para a Barra, Jacarepaguá e Recreio será implantado. O projeto inclui a construção dos reservatórios do Outeiro e de Jacarepaguá e a reforma do reservatório de Reunião, além da implantação de 78 quilômetros de adutoras, travessias e troncos distribuidores.

"As obras de saneamento feitas e em curso são importantíssimas. Mas o crescimento urbano desordenado ocorre em uma velocidade que obra alguma consegue competir. O compromisso olímpico é com uma solução e esta passa pela educação"
Paulo Bittencourt.

JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:53:05


JORNAL O GLOBO
PROJETOS DE MARKETING
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
2013-09-15 07:51:46
Para não ficar vendo a vida passar ...

O corredor biológico existente nas lagoas da região foi sendo degradado ao longo de décadas por detritos de esgotos lançados diretamente em suas águas.

Mas o despejo de esgoto in natura e a ausência por décadas de obras de saneamento não são os únicos vilões desta história. Muitas são as aves que morrem por ingerir sacos plásticos e tampas de garrafas pet jogadas nas lagoas diretamente pelas mãos do homem. A falta de educação ambiental, que quase sempre começa em casa, é uma das principais responsáveis pela poluição. Atitudes simples como não jogar nas lagoas, rios e mares o palito do picolé ou o saco do biscoito, quando adotadas por todos, são capazes de mudar totalmente os indicadores de qualidade de vida de uma cidade. Ou, ainda, de trazer de volta ao seu habitat natural aves como o Colheiro, que, nesta foto, com sua bela plumagem rosada, banha-se em uma Lagoa de Marapendi já menos poluída do que há seis anos. Para que o Rio de Janeiro seja de fato olímpico, é preciso que cada um faça a sua parte, diariamente. Saneamento é garantia de saúde. E sem saúde, ninguém sobe no pódio de uma vida bem vivida. Fica na largada, vendo a vida passar.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:51:46


JORNAL O GLOBO
PROJETOS DE MARKETING
POLUIÇÃO
2013-09-15 07:49:07
Esgotos clandestinos, uma ameaça

As lagoas que formam o Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá já estão sendo beneficiadas com as obras de saneamento que levam para o Emissário Submarino da Barra da Tijuca boa parte do esgoto in natura antes despejado diretamente nelas.

Em maio, mais um projeto foi iniciado: a complementação do esgotamento sanitário da Lagoa da Tijuca. As obras serão concluídas até o fim de 2015. Com investimentos de R$ 23 milhões, a obra vai garantir que o esgoto coletado na região seja transportado para a Elevatória Lagoa da Tijuca (em operação) e de lá siga para tratamento. Imóveis situados no lado par da Avenida das Américas, assim como os localizados na Avenida Jornalista Tim Lopes, Avenida Professor Mário Veiga de Almeida e Lagoa da Tijuca, serão beneficiados. Mas é preciso que a população, tanto a residente quanto a flutuante, crie uma consciência ambiental de fato. Ligações clandestinas de esgoto desembocando na Lagoa da Tijuca ainda são flagradas, matando toneladas de Tilápias e desequilibrando o ecossistema. Cenário que não pode fazer parte de uma cidade olímpica.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:49:07


JORNAL O GLOBO
RIO
ENERGIA LIMPA
2013-09-15 07:47:13
Discussão sobre quais opções são as melhores

Especialistas defendem energia limpa, mas divergem sobre modelos

O protótipo da Coppe/UFRJ roda com hidrogênio, energia elétrica e com um processo que transforma a energia cinética — a do movimento — em elétrica. Silencioso, o ônibus tem 90% de eficiência energética. Isso significa que quase toda a energia fornecida é aproveitada. Nos veículos movidos a diesel, a eficiência cai para 20%, segundo a Coppe. — É plenamente possível a gente avançar para a era do hidrogênio. Isso é inclusive inexorável. Ao longo dos séculos, da queima da madeira ao uso do gás natural, temos visto uma redução significativa de dióxido de carbono e um avanço do teor de hidrogênio das fontes de energia. Se o Rio trocasse toda a sua frota de ônibus, haveria uma economia de R$ 600 milhões por ano em saúde pública — afirma Miranda. Para o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osorio, apenas uma articulação nacional será capaz de limpar a matriz energética do setor. De acordo com o secretário, o maior desafio é a viabilidade econômica dos novos modelos movidos a energia limpa. — Sem escala de produção, não será viável. É necessário que os grandes fabricantes tenham incentivos. A aversão a custos e a letargia são naturais dos operadores dos sistemas. Em todo o mundo, os processos de mudanças de paradigmas são liderados pelo poder público com pressão da sociedade — diz Osorio. Perguntado se a prefeitura não teria desperdiçado uma chance de avançar em sustentabilidade ao adotar velhos ônibus a diesel nos corredores expressos, Osorio disse que o governo estuda importar veículos híbridos (eletricidade e biodiesel) da Suécia e Alemanha. Destacou que os quatro BRTs que estarão em funcionamento, nos próximos três anos, vão significar a retirada de 2.500 veículos de uma frota de 9 mil ônibus da capital: — O sistema BRT, por si só, vai nos ajudar nas metas de redução de emissão de gases. O descompasso entre o avanço da tecnologia e a aplicação dela no Brasil também incomoda Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da Secretaria estadual do Ambiente: — No Brasil, não temos tradição de pegar a pesquisa e tornála comercial. A logística do hidrogênio é cara, mesmo na Europa. Mas há alternativas, como o uso da biomassa da energia elétrica. O governo investe na pesquisa científica, mas na hora de desenvolver patentes não avança. A deputada estadual Aspásia Camargo (PV-RJ) lembra que o desenvolvimento de uma economia do hidrogênio abre espaço para avanços inimagináveis: — A Alemanha instituiu um circuito de ônibus a hidrogênio. É tecnologia de ponta.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:47:13


JORNAL O GLOBO
PAÍS
IZABELLA TEIXEIRA
2013-09-15 07:45:27
Um diplomata sem firulas

Estilo objetivo e pragmático do novo ministro das Relações Exteriores ganhou a confiança de Dilma

Outubro de 2010. Após passar a noite em claro em um quarto de hotel construindo com a delegação brasileira a posição do Brasil em Nagoia, na Cúpula da ONU sobre Diversidade Biológica, o então ministro de primeira classe Luiz Alberto Figueiredo Machado foi, no caminho para a sala de negociação final com os demais países participantes, instruindo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chefe da delegação brasileira: — Quando a gente entrar na sala, você vai sentar do meu lado e não vai piscar. Quem piscar primeiro perde. Como num jogo de pôquer, Izabella foi questionada sobre a possibilidade de o Brasil flexibilizar sua posição. Seguindo a recomendação do experiente negociador brasileiro, a ministra foi firme em sua negativa. Aos 58 anos, casado com a também diplomata Maria Angélica Ikeda e pai de um casal de filhos, o chanceler brasileiro, chamado de Fig por amigos e colegas mais próximos, acertou na estratégia, e o Brasil conseguiu construir um consenso durante a reunião, o que resultou no importante Protocolo de Nagoia, que pela primeira vez incluiu as comunidades tradicionais na partilha de recursos naturais. Na plenária de encerramento da cúpula, os delegados brasileiros foram aplaudidos de pé ao entrarem no salão.
JORNAL O GLOBO - 2013-09-15 - 07:45:27


O ESTADO DE SÃO PAULO
METRÓPOLE
FLORESTAS
2013-09-15 07:41:31
CACAU VIRA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL

Projeto incentiva produção como saída para manter em pé boa parte das florestas

SÃO FÉLIX DO XINGU

A postarem cacau na cidade com o maior rebanho bovino do País parece pouco sensato. Para pequenos agricultores de São Félix do Xingu, porém, a alternativa tem se tornado rentável. Desde o fim do ano passado, um projeto-piloto para incentivar a produção do fruto, cuja amêndoa é matéria- prima para a fabricação do chocolate,virou a saída para manter em pé boa parte das florestas da região sem perder a lucratividade. Como apoio de cooperativas locais, o “Cacau mais Sustentável” tem a meta inicial de atingir cem propriedades da região. AONGTNC organiza um programa de melhoramento genético de sementes e orientação técnica para quem quiser se aventurar na mudança.E as vantagens ambientais vêm da própria natureza do cacau: o fruto só se desenvolve à sombra de outras culturas,como a banana. Recompor a vegetação, portanto, é fundamental para começar a plantar. Luiz Martins Neto, que começou a produção recentemente, passou a usar um sistema de produção rotativa, que substituiu as queimadas. “Com a ajuda de cooperativas,conseguimos vender a um preço mais alto”, afirma. O projeto tem ajudado iniciantes , mas também aumentou a eficiência de quem já produzia. “O apoio técnico ajudou a gente a entender melhor o ciclo da produção”, diz Raimundo Freires Barbosa, um dos beneficiados pelo projeto, que aposta no cacau desde a década de 80. “Escolhi o cacau pois, desde aquela época, já percebia o desmatamento, um desastre muito grande, que, se continuasse, mudaria tudo na região.” Segundo os responsáveis pelo projeto, os lucros podem triplicar. Em uma propriedade que produz 1 tonelada por hectare, a renda, que em pecuária seria de R$ 5 mil anuais, pode chegar a R$ 16 mil. “O objetivo é chegar à produção de 1,5 milhão de sementes ao ano até 2015”, diz Ian Thompson, da TNC. Para garantir as vendas dos pequenos produtores e apoio logístico, a ONG firmou parceria com a Cargill, gigante mundial na produção de alimentos e maior compradora de cacau no País. A meta é ampliar a área de produção dos cerca de 20 km para até 500 km . Originário da própria Amazônia o cacau durante décadas esteve associado à Bahia. Hoje, porém, a produção do Pará já representa cerca de 25% do total no País e cresce em média 5% ao ano. / B.D.

O ESTADO DE SÃO PAULO - 2013-09-15 - 07:41:31


CORREIO BRAZILIENSE
TRABALHO
CRIME AMBIENTAL
2013-09-15 07:30:11
Cargo cobiçado

Candidatos a uma das vagas de procurador da AGU precisam se manter atualizados sobre a jurisprudência dos tribunais

A Advocacia-Geral da União (AGU) abriu inscrições para selecionar novos procuradores federais de 2ª categoria, responsáveis, entre outras funções, pela representação judicial das autarquias e fundações públicas da União. São 78 vagas mais formação de cadastro reserva. O certame é exclusivo para bacharéis em direito com, no mínimo, dois anos de prática forense comprovada e inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A banca responsável é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).
O processo seletivo terá duas partes. Os candidatos passarão por testes de conhecimentos em temas como direito constitucional, processual civil, tributário, ambiental, econômico e financeiro. A primeira etapa será composta por prova objetiva com 200 itens, duas provas discursivas com questões abertas e prova oral. A segunda etapa será o programa de formação, sediado em Brasília.

A preparação para quem deseja se tornar procurador federal não é fácil. Especialistas são unânimes em afirmar que as seleções para a área exigem dedicação de longo prazo e que a quantidade de assuntos é extensa. Às vezes, são cobrados tópicos que nem costumam ser abordados em faculdades de direito.
A respeito de direito constitucional, o professor da rede de ensino LFG Marcelo Novelino recomenda aos candidatos ficarem atentos a assuntos atuais e, principalmente, à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). “Temas como perda de mandato de parlamentares e voto aberto podem aparecer, nas questões objetivas ou nas abertas”, afirma Novelino. O professor explica que as perguntas da disciplina em questão tendem a ser diversificadas, mas que é possível traçar certos padrões de cobranças ao refazer certames antigos do órgão. “Controle de constitucionalidade e direitos e garantias fundamentais são assuntos que predominam nas avaliações.”

Vanessa Mota de Souza, 38 anos, está ciente das dificuldades que envolvem a conquista do lugar na AGU. Com uma carga que varia de seis a oito horas de estudo por dia, ela prestará concurso para procurador pela primeira vez. “Desde a faculdade tenho interesse em carreira pública, pois é um processo que avalia a pessoa pelo que ela realmente sabe. É mais justo do que o mercado privado, em que você depende muito de indicação”, afirma. Vanessa acredita nos conhecimentos que tem em matérias como direito constitucional, administrativo e penal, e decidiu não se matricular em turmas regulares de cursinho. “Já estou saturada de aulas, então decidi entrar apenas em uma turma dedicada para resolução de exercícios. Fora isso, procuro me preparar por conta própria”, explica.

Interdisciplinaridade

Estar preparado para relacionar conteúdos jurídicos é a dica do professor Frederico Amado, autor do livro Direito ambiental esquematizado (Editora Método; 968 páginas; R$ 119). “O concurso é amplo e isso pode ser uma dificuldade. Como garantia, o candidato precisa estar, pelo menos, seguro nas matérias que menos caem”, aconselha. O especialista explica que a maioria das questões de direito ambiental podem ser respondidas com base na leitura seca do texto da legislação, como em tópicos sobre o Código Florestal e estudo de impacto no meio ambiente. “O assunto aparece misturado com direito penal, a exemplo de crimes ambientais. Acho bem provável que seja cobrado algo em relação ao novo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 2012), pois é a última norma importante que foi debatida”, comenta.

Direito processual civil poderá aparecer como um dos destaques da prova. Segundo o professor do curso preparatório Vestcon Gustavo Alves, os futuros procuradores devem seguir uma preparação voltada tanto para a leitura do Código Civil quanto para o estudo de doutrinas e a leitura dos informativos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Normalmente, eu indico os tópicos de intervenção de terceiros e competência. Nas partes especiais: procedimentos, mandados de segurança e ação civil pública e popular”, sugere. Entretanto, Alves ressalta que, devido à abrangência de assuntos listados no edital, o aluno deve reservar tempo para ler a lei seca e tomar noções básicas de tudo o que está descrito. Nas etapas discursiva e oral, o professor reforça o pedido de atenção para conceitos básicos dos processos e os entendimentos de jurisprudência.

O que diz o edital
Advocacia-Geral da União (AGU)
Cargo: procurador federal de 2ª categoria
Vagas: 78 e formação de cadastro reserva
Remuneração: R$ 15.719,13
Inscrições: até 23 de setembro
Taxa: R$ 163
Provas: 2 e 3 de novembro
Edital: www.cespe.unb.br/concursos/ AGU_13_PROCURADOR

CORREIO BRAZILIENSE - 2013-09-15 - 07:30:11


O ESTADO DE SÃO PAULO
CADERNO 2
Recicla O Ibama doou à prefeitura de Aveiro, no Pará, 180 caminhões de madeira em tora – árvorescent
2013-09-15 07:29:54
Recicla



O Ibama doou à prefeitura de Aveiro, no Pará, 180 caminhões de madeira em tora – árvores centenárias derrubadas ilegalmente. Parte será usada para reformar escolas na zona rural do município.
O ESTADO DE SÃO PAULO - 2013-09-15 - 07:29:54


O ESTADO DE SÃO PAULO
ECONOMIA
IBAMA
2013-09-15 07:27:47
Ibama embarga lavouras

Maior município produtor agrícola e maior renda per capita da região, Querência saiu da "lista negra" ambiental do Ibama em 2010, mas acaba de ter 45 mil hectares de 230 propriedades embargados por suspeitas de irregularidades em documentos e retomada de derrubadas de vegetação proibidas.

Sob essas alegações, a Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama decretou a proibição parcial de plantio nessas áreas.

Na prática, os donos dessas áreas ficam sem poder vender a totalidade de sua produção a tradings e outros compradores. Isso porque essas empresas, sob estrita vigilância no mercado internacional, exigem comprovação de regularidade ambiental para adquirir e exportar para Europa e Ásia.

O município, que tem 42% de sua área dentro do Parque Nacional do Xingu, foi o segundo a deixar a "lista negra" ambiental ao reduzir, de 509 km2, em 2003, para 7,8 km2, em 2009, o desmatamento. À época, 83% das fazendas estavam cadastradas pelo Ibama. Em 2010, porém, a derrubada voltou a crescer para 21 km2.0 Ibama voltou a monitorar de perto as ações dos produtores e tem permanecido próximo da região para montar eventuais novas operações de fiscalização.

Os produtores alegam não saber os porquês dos novos embargos ambientais. "O Ibama simplesmente notificou, autuou e embargou áreas consideradas.regulares pela secretaria estadual", defende o advogado do sindicato rural, Marcelo Cunha Marinho.

Em Brasília, as autoridades informam que a região voltou ao radar ambiental em razão de novas áreas devastadas, identificadas pela vigilância dos satélites.

Invasões. Em Confresa, cuja população saltou de 4 mil para 17 mil habitantes após uma grande invasão feita em 1996, a questão fundiária aflige os moradores. Toda a área urbana é uma ocupação irregular.

Na semana passada, a prefeitura conseguiu uma decisão que pode garantir a posse de 338 hectares a cerca de 5 mil moradores. Mas outros 4 mil lotes de uma área de 619 hectares terão de aguardar a "resolução de uma disputajudicial com a Colonizadora Frenova Sapeya, que deu nome à cidade, mas ainda discute a posse definitiva dos terrenos derivados de uma antiga fazenda familiar.

Sob investigação
230
propriedades foram embargadas pelo Ibama na região por causa de suspeitas ligadas aos documentos apresentados e à retomada de desmatamento

O ESTADO DE SÃO PAULO - 2013-09-15 - 07:27:47


O ESTADO DE SÃO PAULO
METRÓPOLE
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
2013-09-15 07:19:38
Desmate volta a ameaçar São Félix do Xingu

Município do Pará teme acabar com conquistas recentes

Recordista do desmatamento na Amazônia nos anos 2000, São Félix do Xingu, no sul do Pará, virou o jogo neste começo de década. Um pacto contra o desmatamento reduziu a derrubada de árvores a um décimo do que era há dez anos. Desde 2011, a cidade não é mais a número na "lista negra" de principais dêsmatadores do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O município, com território quase do tamanho de Santa Catarina, encontra, porém, barreiras para deixar de vez a lista ejá põe em risco as conquistas obtidas nos últimos anos.

Após alcançar seu menor índice histórico de desmate em 2011 - 140,1 km2 -, os números voltaram a subir no ano passado, para 169,4 km2, na medição do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A alta foi confirmada no último relatório do Instituto Imazon, do fim de agosto, mostrando que em julho a cidade figurou pela primeira vez no ano como uma das dez consideradas críticas, com 11 km2 desmatados no mês.

Reduzir o desmatamento a 40 km2 anuais é o critério que falta para tirar São Félix da Lista de Municípios Prioritários da Amazônia, designação dada pelo MMA às 47 cidades que sofrem uma série de embargos por desmatar o bioma. Às margens do Rio Xingu, o território de 84 mil km3 é apontado pelo governo local comoprincipal obstáculo - a distância da prefeitura às terras ao sul do município é de 350 km, com uma reserva indígena no meio. "É injusto que uma cidade como a nossa tenha de cumprir as mesmas metas de municípios minúsculos. Nosso esforço até aqui já é maior do que o de qualquer outro município na Amazônia", diz o prefeito João Cleber (PPS).

No fim de julho, a prefeitura enviou um documento ao govemo federal pedindo metas diferenciadas de redução, proporcionais às áreas das cidades - as vizinhas Paragominas (19 mil km2) e Santana do Araguaia (11 mil km2) já deixaram a lista. Segundo a Casa Civil, o documento está em análise no MMA.

Hoje, os principais focos de desmatamento em São Félix estão concentrados na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, onde a gestão é estadual, e em assentamentos do Incra. Por isso, a mudança nas regras é vista com ressalvas por alguns pesquisadores. Eron Martins, do Instituto Imazon, lembra que metade do município é formadapor terras indígenas, protegidas.

"Excluindo essas áreas, o município tem um desafio semelhante ao de seus vizinhos. O govemo deve manter a regra rígida, pois não é só em São Felix, o desmatamento está aumentando como um todo", afirma Martins. Em junho, o Imazon registrou crescimento de 437% no desmatamento da Amazônia em relação ao ano passado.

O temor é que, após o esforço para reduzir os danos, as ações percam a adesão dos pequenos produtores e o desmatamento volte a crescer.

Recorde. Nenhum município do País desmatou tanto a Amazônia recentemente como São Félix. Há 13 anos, eram 2,5 mil km2 ao ano e, desde então, uma área equivalente àdas Ilhas Malvinas (12 mil km2) de florestas foi derrabada para abrir espaço para a pecuária - hoje são 2,1 milhões de cabeças de gado, ou 1% do total nacional. Esse passivo recorde só ganhou repercussão em 2008, com a criação da lista do MMA.

A cidade pagou o preço do desflorestamento descontrolado. As sanções incluíam a redução de linhas de crédito para os produtores rurais e a recusa de grandes frigoríficos, preocupados com possível responsabilização judicial pelos danos. Os pequenos produtores, desmatadores ou não, foram os maiores prejudicados.

Com diversos municípios no topo da lista, o Pará iniciou em 2011 um pacto contra o desmatamento que incluiu municípios, governo federal, iniciativa privada, ONGs e instituições de pesquisa. Com base no exemplo de Paragominas, que em 2010 foi a primeira cidade a deixar a lista por esforços próprios, o Programa Município Verdes foi lançado em 2011 para combater o desmatamento e incentivar o desenvolvimento rural sustentável nas localidades do Pará. Hoje, 97 das 144 cidades paraenses participam da iniciativa.

Em São Félix do Xingu, onde durante 40 anos a ordem foi abrir espaço na mata, os primeiros projetos representaram quase uma mudam ça cultural. É o caso de Lazir Soares Castro, que veio de Minas na década de 70 para tentar a sorte na região. "Para cada alqueire de floresta que desmatas sem, os interessados ganhavam cinco. O governo chegava a recomendar que derrubássemos toda a mata para evitar invasão", lembra o pecuarista, que hoje tem uma fazenda de mais de 500 alqueires.

Castro é dono de uma das mais de i,ó mil terras do Cadastro Ambiental Rural (CAR), sistema de monitoramento e licenciamento ambiental Num município onde só 5% dos imóveis estão regularizados, o CAR tem ajudado a manter o desmate controlado em São Félix - na região, é proibido o uso, transporte e comercialização de produtos oriundos de propriedades rurais sem o cadastro.

No fim de agosto, a meta de cadastrar 80% dos imóveis foi atingida. "A pressão pelo desenvolvimento é inevitável. Nosso trabalho é ajudar a reduzir os impactos e buscar alternativas para que as empresas também se sintam responsáveis", diz lan Thompson, diretor de programas de conservação na América Latina da TNG. Desde 2009, a ONG auxilia projetos de conservação locais e foi uma das principais apoia-doras do cadastramento de terras.

O REPÓRTER E O FOTÓGRAFO VIAJARAM PARA SÃO FÉLIX A CONVITE DA ONG TNC

Consequêcias do crescimeto

8
vezes o tamanho da cidade de São Paulo foi a área desmatada por São Félix durante os anos 2000

263%
foi o aumento populacional do município aotongo da última década; atualmente, tem pouco mais de 91 mil habitante

O ESTADO DE SÃO PAULO - 2013-09-15 - 07:19:38