Mulheres pedem mais participação no governo Bolsonaro
  Veiculo:
VALOR ONLINE (SP)
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ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  Data:
2018-11-09
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
08:34:03
  Tema:
Justiça do Trabalho
  Avaliação:
NEUTRA
  Autor: Por Assis Moreira | Valor
   

GENEBRA - Um grupo de 200 mulheres, especializadas em comércio internacional, enviou carta ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendendo mais participação feminina nos cargos da gestão pública federal no próximo governo.
 
08/11/2018 às 19h41

Afirmam que a desigualdade de gênero traz enormes prejuízos à economia brasileira. E que talentos construídos com base em trabalho sério e anos de estudo são desperdiçados, em vez de serem postos a serviço do país.

A rede “Women Inside Trade” (WIT) reúne professoras, advogadas, diplomatas, servidoras públicas de diversos ministérios e agências reguladoras, funcionárias de organismos internacionais e representantes de alto nível do setor privado de diferentes setores da economia brasileira. Inclui Tatiana Prazeres, assessora especial da Organização Mundial do Comércio (OMC); Constanza Negri, chefe na Confederação Nacional da Indústria; Marcela Carvalho, secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex); Renata Amaral, da MJBarral, e a advogada Ana Caetano.

Na carta, o grupo lembra que o Estado brasileiro assumiu compromissos internacionais de promoção da igualdade de gênero. No G20, o Brasil se comprometeu a diminuir em 25% a desigualdade de gênero no mercado de trabalho até 2025.

Menciona estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de que a diminuição da desigualdade de gênero traria um incremento acumulado de 3,3% ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ao longo do período. Estudo publicado em janeiro pela Mckinsey&Company conclui que a diversidade de gênero nas equipes executivas das empresas aumenta em 21% a chance de elas serem mais lucrativas.

Nesse cenário, as mulheres profissionais que compõem a rede WIT propõem a Bolsonaro que seu governo tenha por marca a ampliação da participação feminina qualificada nos cargos de gestão da Administração Pública Federal, para caminhar rumo à paridade de 50% nos cargos de chefia ao longo do seu mandato, além de estimular os avanços dessa agenda no setor privado brasileiro.

Conforme o grupo, atualmente, embora as mulheres representem 41% do total de servidores no Poder Executivo Federal, o percentual de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) dos dois níveis mais altos — DAS 5 e 6 — ocupados por servidoras é de 28% e 19%, respectivamente.
 
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