Reforma inclui novas relações da revolução 4.0
  Veiculo:
A TRIBUNA (SP)
  Secao:
INDÚSTRIA
  Data:
2018-11-09
  Localidade:
SÃO PAULO
  Hora:
11:32:47
  Tema:
Tribunal Superior do Trabalho
  Avaliação:
NEUTRA

A reforma trabalhista, em vigor desde novembro do ano passado, foi um esforço para introduzir na legislação da área as novas relações resultantes da atual revolução industrial, segundo relato da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre evento com a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Maria Cristina Peduzzi.
 
DA REDAÇÃO

A ministra participou de encontro do Conselho Superior de Relações do Trabalho da Fiesp (Cort), realizado na terça-feira na Capital. “A quarta revolução industrial exige maior flexibilidade das relações do trabalho”, afirmou.

A revolução industrial, também chamada de 4.0, introduziu a inteligência artificial e a conectividade da internet na produção, consequentemente resultando em novas relações de trabalho.

Segundo o encontro da Fiesp, a reforma considerou a valorização da autonomia da vontade coletiva e individual, ao mesmo tempo que priorizou a redução do número de processos judiciais, com meios alternativos de resolução de conflitos e a garantia de maior segurança jurídica.

Entre as novas atividades estão o teletrabalho, com as funções que permitem a execução remota das tarefas. Segundo a ministra, o TST já reconhece a modalidade por meio das regras agora claras, conferindo segurança jurídica às contratações.

Maria Cristina também destacou o trabalho intermitente (atividade não contínua, com dias e horas de alternância de trabalho e de inatividade), de acordo com a Fiesp, lembrando que a reforma tornou mais claras as regras das demissões nesses contratos.

“A reforma enfrentou todas as questões que estavam controversas”, disse a ministra.
 
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