Venezuelanos em situação análoga ao trabalho escravo são resgatados no sul da Bahia; dois homens são presos
  Veiculo:
G1 (RJ)
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ÚLTIMAS NOTÍCIAS
  Data:
2019-04-18
  Localidade:
RIO DE JANEIRO
  Hora:
13:41:10
  Tema:
Conselho Superior da Justiça do Trabalho - CSJT
  Avaliação:
NEUTRA

Venezuelanos estavam no país desde janeiro e trabalhavam sem nenhum tipo de garantia.
 
Por G1 BA

18/04/2019 13h06 Atualizado há 9 minutos

Dois homens foram presos em flagrante, na manhã desta quinta-feira (18), suspeitos de manter 10 venezuelanos em situação semelhante ao de Trabalho Escravo, em um oficina de manutenção de equipamentos de parques de diversões, na cidade de Itabuna, sul da Bahia.

De acordo com a Secretaria do Trabalho de Ilhéus, o caso foi descoberto depois de uma denúncia anônima. A Polícia Federal e integrantes da secretaria foram até o local, que fica na BR-415, quando flagraram a situação.

Os 10 venezuelanos, 9 homens e uma mulher, estão no país desde janeiro, de forma regular, mas não tinham autorização para trabalhar. Apesar disso, eles prestavam serviço no parque sem qualquer tipo de proteção e garantia de direito.

Ainda de acordo com a Secretaria de Trabalho de Ilhéus, os venezuelanos moravam no mesmo lugar onde trabalhavam, sem cama ou colchão. Eles ainda eram obrigados a repassar parte do salário para o pagamento de passagens, alimentação e serviços de TV e internet. Não há informações da quantia que eles recebiam.

Os venezuelanos foram encaminhados para a Polícia Federal de Ilhéus, na mesma região, depois que foram ouvidos pela polícia. Diante da situação, eles receberão carteira de trabalho do Brasil e três parcelas do seguro desemprego.

Os donos da oficina, um brasileiro e um polonês, foram presos e vão responder pelo crime de trabalho análogo de escravidão. O caso é investigado pela Polícia Civil da cidade.

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) informou que uma equipe técnica da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo (CETP) do órgão fará o atendimento às vítimas.

De acordo com a SJDHDS, além da prevenção e atendimento às vítimas, a Coordenação desenvolve um trabalho de repressão ao crime organizado e elaboração de uma série de programas sociais para acolher as vítimas.
 
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